5.1.19

Sobre a meditação XIX


Tente
Deixo o seguinte link de uma meditação guiada no aplicativo InsightTimer. Mas, é em italiano?! Não entendo. Nem eu. Ouça. Claro, verá que eles têm outras em português e demais tantas línguas.

http://insig.ht/gm_28414

Meditar é tão bom. Estou no 32° dia consecutivo e 66° no aplicativo. Meditei outras poucas vezes, porém só com essa ajuda de breves falas e um pequeno curso gratuito de 7 dias, 10 minutos por dia, consegui alcançar a frequência diária matinal que me tem feito tão bem.

Não é propaganda. Testei outros e acabei gostando mais desse. Teste outros, claro. Veja o melhor para você. Há muitos gratuitos e outros pagos (sempre valores muito pequenos). O que uso é de conteúdo imenso e atualizado diariamente, e gratuito, mas tem cursos pagos também e sempre sugerem uma contribuição não obrigatória. A grande maioria não contribui. Uma parte de eventual contribuição fica para quem gera o conteúdo e outra, pequena, com o aplicativo.

Meditar é basicamente se aquietar e respirar. Sentado, deitado. 1 min ou mais. 1 min, acredite, já é tão poderoso. Contudo, você verá, é viciante, no bom sentido, e e quererá mais tempo.

Os benefícios são palpáveis: disposição, auto-crítica, relaxamento, confiança, amor, amizade, esperança, calma etc. etc.

Sempre queria meditar, todavia não criava um hábito. Precisa criar. E não tinha um acompanhamento adequado. Precisa. O aplicativo ajuda. Você também pode procurar alguém para te ajudar. Presencialmente ou não. Ajuda muito esse auxílio externo. Não é na primeira vez que terá algum resultado. Persista. Vale à pena. Muito.

Medite.


4.1.19

Mortalidade


Difícil o quanto seja, somos mortais
Ouço há pouco no podcast de meditação
E deveríamos lembrarmo-nos disso diariamente para uma vida mais consistente
Va bene, penso
Faz sentido
Mentira. Fico extasiado e preciso escrever
Ouço antes, ainda, um poema sobre deixar ir
Choro
Deixo ir. Como isso é difícil. O apego é osso
Escrevo, enfim. Antes, por derradeiro, boto a Falcão nos fones. Ela é demais.




Ajoelhe-se


Há quem não creia
Creio
Há quem não goste de igrejas
Gosto
Há quem não goste de quem desgoste
Respeito. Temos espaço para todos. Só existe a crença por causa da descrença, não é?!
Há quem não se ajoelha
Ajoelho
Há quem não vai à missa
Vou. Nem sempre, porém
Há quem vai todo o dia que pode e não pode
Ou um dia por semana
Já fui mais
Já fui menos
Há quem ajuda nos trabalhos ecumênicos
Já ajudei, com muito prazer
Há quem entra mudo e sai calado. E tudo bem
Há quem doa rios de dinheiro ou fios de água, a depender do rio do outro
Há quem doe comida, roupas etc.
Há quem faça coro contra determinada religião
Há quem respeite
Respeito
As religiões. Não os homens, falhos
Há quem feche os olhos para os atos sabidamente errados, ao bem de algo maior
Não respeito
Sabe-se o que é errado. Os fins não justificam os meios
Religião não é guerra
Ou é
Não sei
Tudo tão difícil
Assunto complexo, particular demais
Há quem prefira nem comentar
Comento
Tudo é Deus, inclusive nossa voz
Falo
Há você
Há eu
Há todos
Sob o mesmo céu
Nada fácil
Mas, é isso que temos
Há a espiritualidade
Há quem acredite nela
Há quem não

Acredito
Acredite você também. Tente. Vale à pena. Ou não. Não sei. Só sinto. E basta, nesse assunto. Creio que sim. Escolha

Bom dia LX


Aos que dormem, aos acordados
Aos que dão bom dia, aos que não
Aos mal-humorados, aos bem que bem
Aos loucos, aos sãos
Àqueles outros e a nós mesmos, enfim

3.1.19

Listas


1- Diz o escritor Umberto Eco, em livro sobre ela mesma, a escrita, que o escritor gosta de listas. O escritor. Não lembrarei o nome do livro agora, mas escrevi sobre ele em alguma listagem das coisas, sim. E também já escrevi sobre essas tais de listas dele, com exemplos. E já fiz muitas listas, nem sempre pensando alistar aquelas listas. O autor Eco fez muitas listas. Não só naquele bom livro, tenho certeza.

2- Sei lá o que acontece sobre as listas, além de servirem como enchimento de salsicha, linguiça, alheira, embutidos outros, peru, frango, rocambole, bolo, 🥞, 🍕, saco, e lá se foram três linhas de um texto que podia nem ter sido.

3- São 560 e tra li ló postagens. Vez ou outra revejo seus rostos, seus dizeres, suas almas. Temos lá coisa boa, pelo menos para mim, em auto-crítica. Tenho dado uma nova mão de tinta em algumas. Outras, certamente, só numeram o calendário por alguma razão e aumentam a lista.

4- Listar não é ruim, pelo contrário. Justamente após dezenas de palavras lê-se a frase, única, que ficará na mente do leitor, ou nem isso. Mas, listado fica também o tempo, se houver curiosidade do pobre sujeito. Por uma boa crítica, pela boa pinta do livro, pelo primeiro capítulo, pelo assunto, pelo clube do livro, pelo companheiro ter gostado, por ser moda, pela seleção daquele concurso etc. Mais uma lista. Viu?! Você nem notou. Nem doeu.

5- Tá aí a importância das listas na criação literária.



1.1.19

Mogi das Cruzes, 1° de janeiro de 2019.


Muita paz. Muitas discussões, reais.
Amor, compaixão. Desamor, desejos alheios.
Toda a sorte. Maré de azar.
Irmãos unidos como espaguete novo e bem feito.
Olhos alegres, cansados, bem e mal-tratados.
Orações melhores e piores aos co-habitantes.
Tudo normal. Afinal, é dia da Confraternização Universal.
Que bom que tem alguém cuidando da gente.

31.12.18

Confusão


Há troça na moçada
A maçã do Jorge tem traça
Acham muita graça, o riso sem barça
Ele não gosta da bagunça e exige o cabeça
Quer justiça para corrigir-se a façanha
Mas que cobiça é essa aqui na praça?
Chega da Suiça o pai, na terça
Sem andança, à sentença
Crença nas miuças

Sentencio o Tonhão a deixar de maçada e preguiça e ir cuidar de pinçar na barcaça

2019


Que seja um bom ano, diz o amigo. Sem dúvida. Para todos. Ah, sim. Principalmente, reflete, a minha irmã, que sofre dores. Será, com certeza. Ao nosso país, tão abandonado. Nossa, é verdade. Lembrei da rua da Amizade, do bairro Alegre. Sabe? Sei. Um barro só. Aquela ladeira?! Ano que vem o asfalto chega, pelo amor de Deus. Ano de finalização do hospital da nossa cidade, não é? Tá precisando. Do parque das crianças. Da delegacia. Ano que eu retomo a faculdade. Tantas coisas. Um ano só dá conta, Zé? Sei não, sei não. 365 dias é coisa à beça, sô. Tem que dar. E se não der? Fica para 2020. Ah, sim, claro. Bem, vamos torcer então. Vamos. E fazer. Sim, o que pudermos. Combinado. Feliz virada. Oh, obrigado. Passa amanhã lá em casa? Todo ano, meu irmão, todo ano. Tchau.

Vinhedo, 9 de julho de 2018. +ou- 00:09