O que é a vida humana, alguém já deve ter feito essa pergunta. Cabe em uma fórmula, poema, não sai notícia no Jornal diário, hoje fulano pensou e disse que a vida é ser feliz, que a vida é amor, que a vida é sem sentido, que a vida não é, já foi. Que será a vida? Que será pensar em estar vivo? Que será, será?! Diz a música bela. Diz quem diz. Não sei o que é a vida.
Escrita MCP
Sobre o autor: Piero de Manincor Capestrani é servidor público estadual (com orgulho). Também é pai, filho, neto, sobrinho, tio, irmão, do Espírito Santo, amém. Adora escrever e ler. Não conseguirá ler todos os livros, mas continuará tentando. Sobre o blog: Escrita MCP nasceu em maio de 2013. Forma natural do transbordo da escrita. O papel se sente tão solitário na gaveta. Pede mais. Não há só literatura, nem só Direito, nem só desenhos, fotos, vídeos. Nada só. Tudo sobra.
4.11.26
29.10.26
Livro: Ainda em tempo, de Sandro Capestrani. 2026. Ed. Patuá
Livro do meu pai. Gostei, muito. Conta sobre a perda prematura do pai dele. Eu, neto, releio o esqueleto, o que sobrou do rascunho, da primeira versão. E, desculpem as palavras nesse contexto, mas sou filho dessa história, leio uma versão mais completa agora. Foram anos de reencontros, de coragem, de literatura, de pesquisas e trabalho com carinho, técnica e emoção, sim, emoção no texto. Um livro sem emoção é pobre. Até livros técnicos podem conter emoção. E que bom que contenham. Nossa alma nunca é demais nas nossas obras.
É uma autossociobiografia. Há linhas da vida social da época, que moldam muito de todos nós. Há parágrafos de percepções sinceras. Há páginas de boa literatura. Há capítulos do meu vò. Há um livro visceral, de um grito do Seu Sandro.
"A dor, às vezes, é tão grande que não cabe, não se sente, vira um bloco de pedra que se empurra para fora do caminho. Escolhi viver ao não arriscar minha vida para tentar salvar a de meu pai. Paguei o preço de não ter sido um herói: permaneci vivo. Tive que assumir o lugar do anti-herói em vida. Meus heróis estavam todos mortos.”
Pai, parabéns pela obra. Ela é muito boa. Mas, gente, sou suspeito. Leiam.
20.7.26
13/30 meio do caminho
Respirar. Descanso ativo?! Desejo. Companhia. Prazer. Amor. Satisfação. Admiração, palavra-chave. Por mim?! Pelo outro?! Quero ser feliz, sempre. E afastar todo o sofrimento. Meditemos. Até o fim, com responsabilidade afetiva.
10.6.26
1° de junho de 2026
1º. 6. 2026
Junho 12/30
O amor espera. Espera?! Uma hora? Um dia?
Imagem 2
Um ano? Mais? Quem? Aquela pessoa mudou.
O amor aguarda. O futuro?! O amor cansa. Quem
espera sempre cansa. Doze, de trinta.
13.5.26
Maio/junho 12/30
Não sei. Mas quero saber. Preciso?! Sim. Escolhas, afinal. E Cecília Meireles já dizia: "e vivo escolhendo o dia inteiro!". Duro. Escolher. Sou geminiano. Acabo sempre escolhendo a mim mesmo.
24.4.26
Amarel'aqua 11/30 Abril/Maio
Amor líquido, escreve Bauman. Biodanza, maratona: terra, fogo, ar e água. Não posso só terra, sou ar. Só ar porém, até o ar cansa. Fogo, água. Senão, não há amor.
5.4.26
Comporelas
25.3.2026
10/30 –
Comporelas
Ore
Por elas
Nas janelas
Chore
Com elas
Na pele, delas
Uma, duas, tantas
Nenhuma
É tua
Quantas?
Na rua
Na sua
Interno
Cativo
Foram, sem aviso
Externo
Improviso
Sorriso
7.3.26
9/30
A palavra dúbio tem origem da outra, dois.
Universo, do um, que virou o todo.
União. Diabo, separação. Deus, um.
Moiras, três. Quatro, estações. Cinco, dedos.
Seis, colmeia. Amor, poli.
8.2.26
Veia véia, véia veia. O amor é um fim em si mesmo? (8/30)
Estourou. Retiramos. Posso ver? Já foi. Tá. Qual o tratamento? Não há. Não regenera. Aqui, essa, veia 32B, a do amor. Pense pelo lado positivo, sem amor, sem dor. Fim?
24.1.26
Resenha: Toda poeira da calçada, Ricardo Ramos Filho (romance)
Ricardo, meu caro, parabéns pelo seu romance de estreia.
Gostei da leitura. Flui bem. O enredo é bom. E o amor pela leitura e pela escrita, como a própria obra sussurra, é potente.
Vamos à resenha. Breve e humilde, pois não sou nenhum crítico literário, só um leitor que aprecia a sua carreira, obras, amizade.
O livro conta sobre uma obra de arte visual, um quadro de natureza morta, encontrada por acaso pelo personagem e "consagrada" pela calçada. Em um momento de caminhar diário do personagem pelo bairro, está lá o quadro encostado em um muro, tomando poeira da calçada áspera, suja dos nossos passos, em geral, distraídos demais. Não é lá o lugar que queremos expor a nossa arte, muito menos nas condições de abandono que podem nos levar, inopinadamente.
O personagem, no entanto, também artista, das letras, "vê" o artista "rejeitado". E a obra, aliás, é bela, "convence" o nosso personagem.
Ele procura e encontra, pessoalmente, a artista. Tomam chá, conversam, criam uma amizade. Vem a pandemia Covid-19, e os desafios terríveis do vírus. Conhecemos a família do personagem, suas dores, sucessos, sua carreira.
Dia após dia, o escritor vai sendo apresentado aos poucos, como o lugar da escrita em sua vida, o seu "desespero" em escrever.
"Precisamos dar vasão à necessidade de expressar o texto, até porque ele se impõe, rebela-se, não aceita ficar escondido em algum recôndito de nossa consciente inconsciência."
Que bom que você se deixa ser vencido nessa batalha da escrita, Ricardo. E podemos apreciar seu desvelo na transformação de ideias em frases bem escolhidas, trabalhadas.
Sua escrita, como seu avô, Graciliano Ramos (o Velho Graça), defendia ser a melhor escolha, não floreia nem esconde, mas diz, mostra, transmite a mensagem.
A escrita de Ricardo Ramos Filho "diz".
E o livro conta mais. Conta sobre o Brasil, sobre a vida, sobre existir, simplesmente. Vale a leitura, meu querido. Leia.
Ramos Filho, Ricardo. Toda a poeira da calçada. São Paulo: Patuá, 2025.
https://www.editorapatua.com.br/toda-poeira-da-calcada-romance-de-ricardo-ramos-filho/p?srsltid=AfmBOoqbPJ8lPfcplSMErmJoT6An8iBwDPboNSYjDoW5WWX0SiEWQmD2

