8.2.26

Veia véia, véia veia. O amor é um fim em si mesmo? (8/30)

 Estourou. Retiramos. Posso ver? Já foi. Tá. Qual o tratamento? Não há. Não regenera. Aqui, essa, veia 32B, a do amor. Pense pelo lado positivo, sem amor, sem dor. Fim?

24.1.26

Resenha: Toda poeira da calçada, Ricardo Ramos Filho (romance)

Ricardo, meu caro, parabéns pelo seu romance de estreia.

Gostei da leitura. Flui bem. O enredo é bom. E o amor pela leitura e pela escrita, como a própria obra sussurra, é potente.

Vamos à resenha. Breve e humilde, pois não sou nenhum crítico literário, só um leitor que aprecia a sua carreira, obras, amizade.

O livro conta sobre uma obra de arte visual, um quadro de natureza morta, encontrada por acaso pelo personagem e "consagrada" pela calçada. Em um momento de caminhar diário do personagem pelo bairro, está lá o quadro encostado em um muro, tomando poeira da calçada áspera, suja dos nossos passos, em geral, distraídos demais. Não é lá o lugar que queremos expor a nossa arte, muito menos nas condições de abandono que podem nos levar, inopinadamente. 

O personagem, no entanto, também artista, das letras, "vê" o artista "rejeitado". E a obra, aliás, é bela, "convence" o nosso personagem. 

Ele procura e encontra, pessoalmente, a artista. Tomam chá, conversam, criam uma amizade. Vem a pandemia Covid-19, e os desafios terríveis do vírus. Conhecemos a família do personagem, suas dores, sucessos, sua carreira.

Dia após dia, o escritor vai sendo apresentado aos poucos, como o lugar da escrita em sua vida, o seu "desespero" em escrever.

"Precisamos dar vasão à necessidade de expressar o texto, até porque ele se impõe, rebela-se, não aceita ficar escondido em algum recôndito de nossa consciente inconsciência."

Que bom que você se deixa ser vencido nessa batalha da escrita, Ricardo. E podemos apreciar seu desvelo na transformação de ideias em frases bem escolhidas, trabalhadas. 

Sua escrita, como seu avô, Graciliano Ramos (o Velho Graça), defendia ser a melhor escolha, não floreia nem esconde, mas diz, mostra, transmite a mensagem. 

A escrita de Ricardo Ramos Filho "diz". 

E o livro conta mais. Conta sobre o Brasil, sobre a vida, sobre existir, simplesmente. Vale a leitura, meu querido. Leia.

Feliz de ler mais uma boa obra sua. Espero ainda ler mais romances seus. Sucesso.

Ramos Filho, Ricardo. Toda a poeira da calçada. São Paulo: Patuá, 2025.

https://www.editorapatua.com.br/toda-poeira-da-calcada-romance-de-ricardo-ramos-filho/p?srsltid=AfmBOoqbPJ8lPfcplSMErmJoT6An8iBwDPboNSYjDoW5WWX0SiEWQmD2




 

6.1.26

Fogo-fátuo (7/30)

 O amor, dos dois, sabe, deve, esperar. Há construção também do amante. O amor tem fogo, sim. Deve ter. Mas se o fogo é fátuo, vira, naturalmente e rapidamente, fogo-fátuo.

16.12.25

Texto de dezembro. 6/30. Nossa, já 6.

 Há, e são necessárias, outras formas de amor, além do amor-romântico. Amizade. Afetividade. Família. Natureza. Animais. Autoestima. 

Equilíbrio. Boas doses de cada geram um melhor resultado individual. Ame-se mais, hoje.

9.11.25

5.30 Novembro

 Sr. Hora Certa gostava da Srta. Pessoa Ideal, que flertava com a amiga Liberdade, que tinha um lance escondido com a Dona Estabilidade, que curtia a Miss Sozinha, que fugiu.

20.10.25

4.30 outubro

 Um dois tres fundidos fudidos.Adormecem.Um acorda. Quantos são? Dois. Um. Quem é?O outro.Percebe-se,diferente.Recomeça. O inferno são os outros,disse Sartre. Onde menos vale mais.

11.8.25

Palavromor

     Amor. Tesão. Orelha. Água. Balança. Camisa. Pescoço. Orvalho. Carro. Banho. Banana. Carinho. Abraço. Mãos. Pernas. Carícias. Segredo. Vizinha. Olhar. Respeito. Contrato. Contato. Recomeço. Erro. Medo. Saudade. Energia. Bola. Cesta. Amor.


2.30

Agosto

30.7.25

Há amor em 30 textos de 30 palavras em 30 meses. 1.30. Julho

 M _ R _ A _  _ _ _ O _ _ _ _


Jovem graciosa. Você acredita no amor? Sorrio. Nem penso, respondo que sim. Em poucos dias, seu aniversário, dou-lhe algo e escrevo sobre o amor. O amor existe. Nos amemos mais.




19.6.25

Sou

Sou, do verbo ser. Sou o que sou. Soo como sou. Só sou, sendo, como sou. Se deixo de ser como sou, suo. Suar faz bem. O corpo cansa, da pele o fluido escorre, e volto a ser como sou, outro. Sou, percebo que sou e, assim, somo (o ser não pode sumir). Ser. Ser não é fácil. O ser é, porque sou. Só sendo mesmo para ser. Sou tanto, que fico sendo. Sou tudo, e pouco, quando não sou nada, sendo, ainda, algo. Serei. Sou hoje o que virá ainda. Sereio. Serei-o-ser. O ser de amanhã depende do ser de hoje. Sendo, serpenteio e semeio o ser. Fui. Sou o que já fui. Embora tenha sido, sou, apesar de ter sido o que me restou, pude, consegui ser. Tudo, enfim, que sei, só por ser, já sendo, soou nascido. O ser nasce, cresce e sucumbe. Até lá, lembre-se de ser. Sempre. Não deixe de ser você. Nunca.  Mesmo que no dia a dia, ontem e amanhã, seja você não um só, mas vários. Já sendo, sido ou a ser. Sou. Você é. Nós somos. Eles são. 


Todos sejamos um ser ciente de, simplesmente, ser.