Orgulho de participar desta importante Comissão de Advogados:
http://www.youtube.com/watch?v=Gdqn7SCS7vE
http://www.iasp.org.br/comissao-dos-novos-advogados/
Sobre o autor: Piero de Manincor Capestrani é servidor público estadual (com orgulho). Também é pai, filho, neto, sobrinho, tio, irmão, do Espírito Santo, amém. Adora escrever e ler. Não conseguirá ler todos os livros, mas continuará tentando. Sobre o blog: Escrita MCP nasceu em maio de 2013. Forma natural do transbordo da escrita. O papel se sente tão solitário na gaveta. Pede mais. Não há só literatura, nem só Direito, nem só desenhos, fotos, vídeos. Nada só. Tudo sobra.
18.10.14
13.10.14
A prova para a concessão da justiça gratuita. Monografia pós lato sensu processo civil.
Para quem gosta de Direito, deixo o link da minha monografia da pós graduação lato sensu de direito processual civil, publicada no Jus Navigandi. Abraço.
http://jus.com.br/artigos/24336/a-prova-para-a-concessao-da-justica-gratuita
http://jus.com.br/artigos/24336/a-prova-para-a-concessao-da-justica-gratuita
3.10.14
1.10.14
Lampejo do cotidiano.
Passo
em frente à terra do nunca no caminho de ida e volta do trabalho. Não, não é a
do Peter Pan. É um terreno com construções simples e sem manutenção. Janelas
quebradas, mato alto, quase ermo. Na entrada, uma placa vermelho diabo com a
inscrição, em preto, ‘terra do nunca’.
Não
conheço os moradores, a história do lugar, muito menos a da placa. Mas ela
basta em si mesma. A fantasia, o sonho de Peter Pan em não crescer encanta. Ler
‘terra do nunca’ me remete ao pensamento de eternidade, de durabilidade.
Talvez
por isso esteja lá o convite. Não importam as janelas de vidros fragmentados, a
pintura que descasca, o mato que cresce livre, mas o ‘nunca’, que sobre a terra
descansa sem pressa.
Mais,
enfim, o pensar, o imaginar, o opinar, do que a primeira vista. Não precisa
quebrar a sua janela, não é isso, apenas seja feliz. Não custa tentar. Talvez
uma placa ajude – deve ajudar.
25.9.14
Ficha de personagem - O conto virá em breve.
Ficha do protagonista
Nome: Nuvem rosa.
Apelido: Boquinha.
Data e local de nascimento: 3/6/2014; quintal do Zé.
Sexo: Menina.
Etnia: Das solitárias.
Classe social: Alta.
Altura e peso: 1.200m em relação ao nível do mar; 270 Kg.
Estado civil: Solteirona.
Escolaridade: Todas, desde que o mundo é mundo.
Religião: Das de cima.
Extrovertido ou introvertido: Introvertida.
Profissão: Criadeira.
Passatempo: Criar surpresas.
Prato preferido: Transpiração da alfazema.
Fale um pouco de sua mãe: Normal. Puxões de orelha, beliscões e delicadezas.
Fale um pouco de seu pai: Severo. O melhor é esse caminho, minha filha, senão corto sua mesada.
Tem irmãos? A perder a conta.
Grande amor de sua vida: O Zé.
Quando perdeu a virgindade: Dia 27/6/2014. Confusão, tarde quente, céu baixo.
Um problema de saúde: Cadê o Zé? Depressão.
Maior virtude: A coragem.
Pior vício: Zé.
Um segredo inconfessável: Háh, e acha que vou contar?!
Acredita na imortalidade da alma? Quantas perguntas, quantas perguntas. Próxima.
Acredita em civilizações extraterrestres? Próxima. (Não posso falar sobre essas coisas, sabe como é, né?!)
Frase predileta: Oooooh, Zé?! Ooooooh, Zé?! (Risos.)
Outros dados importantes: O horizonte é o limite, mas não é.
Quem ou o que é seu antagonista? Céu baixo.
Quando e como morreu: Humidade, choque, mais choque, bum, cabum e por aí vai.
Apelido: Boquinha.
Data e local de nascimento: 3/6/2014; quintal do Zé.
Sexo: Menina.
Etnia: Das solitárias.
Classe social: Alta.
Altura e peso: 1.200m em relação ao nível do mar; 270 Kg.
Estado civil: Solteirona.
Escolaridade: Todas, desde que o mundo é mundo.
Religião: Das de cima.
Extrovertido ou introvertido: Introvertida.
Profissão: Criadeira.
Passatempo: Criar surpresas.
Prato preferido: Transpiração da alfazema.
Fale um pouco de sua mãe: Normal. Puxões de orelha, beliscões e delicadezas.
Fale um pouco de seu pai: Severo. O melhor é esse caminho, minha filha, senão corto sua mesada.
Tem irmãos? A perder a conta.
Grande amor de sua vida: O Zé.
Quando perdeu a virgindade: Dia 27/6/2014. Confusão, tarde quente, céu baixo.
Um problema de saúde: Cadê o Zé? Depressão.
Maior virtude: A coragem.
Pior vício: Zé.
Um segredo inconfessável: Háh, e acha que vou contar?!
Acredita na imortalidade da alma? Quantas perguntas, quantas perguntas. Próxima.
Acredita em civilizações extraterrestres? Próxima. (Não posso falar sobre essas coisas, sabe como é, né?!)
Frase predileta: Oooooh, Zé?! Ooooooh, Zé?! (Risos.)
Outros dados importantes: O horizonte é o limite, mas não é.
Quem ou o que é seu antagonista? Céu baixo.
Quando e como morreu: Humidade, choque, mais choque, bum, cabum e por aí vai.
19.9.14
Formigas.
Versado de
beijos não sou
Pé de valsa
queria ser
No forró o
pescoço suou
Dei lá um de
merecer
Ela nem
tchum
Fiz então
uns versinhos
Não ganhei
sequer um
E sim meus
sinhozinhos
Sou servo
De vocábulos
distantes
Que se
encontram de modo torvo
Mas que
dizer, se assim são os principiantes?!
Por isso
aqui findo
Não sem
antes beijá-la
Na bochecha
formigas sentindo
Não na minha
ou na dela, mas na que valha.
17.9.14
Tec tec tec tec
Não
costumo acompanhar a velocidade e os sons do teclado vizinho. Enquanto as
minhas caminham em galinheiro, as dela no campeonato mundial de ping pong.
Não
fiz curso de datilografia. Quando nasci a máquina de escrever já era volume
incômodo de armários. Curioso, cheguei a bater duas, três letras –, só. Logo
sentei em frente ao teclado do computador, como agora.
Nesse
caminho, também de muita esferográfica, aprendi a catar o ‘a’ com o mindinho, o
‘i’ com o dedo do meio, o ‘m’ com o indicador. E já olho bem menos para o
teclado do que antes.
Mas,
mais do que técnica, teclar, acredite em mim, envolve calma. Observe o seu
colega, a sua coleguinha. São calmos? Não são. Têm a sua idade, não são datilógrafos
e digitam melhor e mais rápido do que você. São muito estressados.
Aconselho,
então, que você mantenha a serenidade. Não tente ser mais rápido, “melhor”. E que
continue buscando as letras com os dedos, não faça igual à animação internética
do bonequinho que, cansados os polegares, anelares etc., incitou os capilares
(já viu?).
Sim,
é questão filosófica, meu caro. Sei que você bombou essa matéria na facul (eu
também), mas todos temos que enfrentá-la dia desses.
Enfim,
como dizia, a pessoa ao lado digita e você quer teclar mais rápido do que ela,
confesse. Dessa batalha silenciosa – nem sempre –, você deve fugir. Se
possível, ouça musiquinhas no fone de ouvido e busque concentrar-se mais no trabalho
do que no teclado ao lado.
Sei
que é difícil, sei que é difícil. O adjacente (é esse o nome que ele merece)
irá provocar, correrá cada vez mais veloz pelas malditas letras pintadas em
plástico sem graça. Irá arrancá-las e trocá-las de lugar, mas tudo bem. Você
manterá a calma (lembra dela, lá em cima?!), normalizará o caos e – escreverá
mais devagar do que o filho da mãe. E tudo bem.
Porque
você não é, eu não sou, ele tampouco, nós, vós, eles, dedos atônitos, antes maníacos
por dedilhados – seja lá o que isso signifique. Tec tec tec tec tec tec
12.9.14
A musa.
A
minha musa. Não tem relação com poesia, futebol ou pintura. Permanece estática
quando me afasto. Se aproximo, ela foge. Se longe, saudade. Perto, nos
estranhamos. Terminada a obra, ficamos bem. E não me apareça mais por aqui.
Apareço. Venha, minha querida. Volte. Me dá uma mãozinha aqui. Ela dá. Pelo
menos, penso que sim. Até acredito que ela goste de mim. Ela diz que não. Alguém
já disse: se a inspiração vier, que me encontre trabalhando. Pronto.
Compromissos. Todos.
Todos
os compromissos que me meto a cumprir. Domingo a domingo. Trabalho, família,
amigos, esporte, leituras, escrita, espiritualidade, macaquices, outros.
Começa
a semana, em poucas horas. Em menos, muito menos, novos compromissos. Dio mio.
Arranja de cá, mexe de lá, ainda temos o mês.
Mês
imenso, penso eu. O mês passa. Pouco fiz. Ah, ano bom, ano longo longo. Ixe,
ficou para o ano que vem.
E
vem? Vem, se Deus quiser. Veio. Certo, mas por que fazer hoje o que posso
deixar para amanhã. Amanhã, se posso deixar para depois? Posso? Posso.
E
vinte e nove anos seguidos (claro, já viu alguém pular aniversário? tem todo
ano, é batata). E um exponencial de compromissos, bons e ruins e mais ou menos.
Porém,
não adianta reclamar. A primeira linha (que comecei há alguns dias, mas parei
no meio, por conta de outras tarefas) resume: eu escolho. Os programas
agendados na minha vida, hoje (e sempre, diria), só dependem dos meus
interesses, das oportunidades (que busco) e da minha disposição.
Por
isso escolhi continuar. As palavras, os pensamentos, as horas, o volume do som
de Robert Nesta Marley, o Bob, e as escolhas – todas.
Escolha
você também.
2.9.14
Tempo po po po.
Passe tempo, passe, faça o
que você sabe fazer. Pois, eu faço, por conseguinte, o que me cabe, corro atrás
de você. Sempre à frente, assim, tu vais. Oh tempo tu voas, tu passas muito é
rápido, muito é depressa. Que tanta pressa é essa? Desacelera meu caro. Dê
tempo ao tempo. Hehe, tempo seu grande camarada misterioso. Me contas vai. Me
contas como te driblar. Como que harmonizar contigo. Como que de bem comigo. Oh
tempo seu egoísta. Tu escolhes o que queres e assim é que é. Diteis o que vos
bem entendeis que então de bem devereis por fim aconteceis. O Seu Tempo
crescido já velho tempo. Sereis único? Tereis semelhantes? O que pensas dos
relógios? Estes senhores de infinitos servos, súditos, escravos, dependentes,
submissos e eternos racionais. Quem te crias? De onde surges? Por onde vão seus
domínios? Oh tempo, oh semelhança reflexa do dia e da noite e da noite de outro
dia que por entre tardes faz semanas que meses por anos que décadas, séculos,
milênios, tempos, eras, tempo. Velhos e novos tempos. Então sereis vários?
Diferes de hoje o que foi ontem? Dizeis que amanhã um novo dia? Ontem já
passou, hoje que venha. Tudo passa? Tudo vem. Tudo mudas. Mudas crescem. Tempo,
oh meu caro Tempo. Tanto que escrevo no tempo que tenho para tanto. Mas, que
tempo que nada que tenho não passa do tempo que tenho para algo, pois que passa
que logo acaba e tenho que novo tempo para que venha outro tempo para que passe
em outra coisa. Então que tempo que é esse que tenho se que passa e que tempo
outro vem e que passará como que sempre passa e de novo que novo virá e
passará? Tempo nenhum então tenho pois que se fosse meu meu seria mas se passa
e nada há que tenho que possa eu tentar ter meu tempo então nada e nada como eu
pode nadar para enfim tentar alcançar propriedade além do que se tem a nado.
Tempo então, oh tempo então então corras faças o que é que tenhas que te fazer.
Eu, meu caro Tempo, farei que há de fazer, pois o que qualquer que eu faça,
tempo me resta e se me resta faço.
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