7.1.19

Estou vivo


Você também.
Lembremo-nos disso, diariamente.
Cerca de um milhão de pessoas morrem todos os dias.
Somos mortais. Agradeça por mais um dia.

6.1.19

Resenha: Operação Cavalo de Tróia, de J. J. Benítez. Ed. Mercuryo


Calma. São 9 extensos e cansativos volumes. Estou no início do quarto. São livros de uma mesma história: a de Jesus.

Sim, é interessantíssimo, emocionante e, infelizmente, massante ao extremo depois de um tempo.

O enredo é simples. O próprio J. J. Benítez teria a posse de um diário de um major do exército dos EUA que teria vivido, com sucesso, uma missão inusitada: voltar no tempo e presenciar os principais fatos da vida do Cristo, bem como, anotar outros, por meio de relatos de seus familiares e seguidores, principalmente dos 12 discípulos.

Não é incrível?! Sim, é. E, o autor diz que a história demanda sua fé, já que não nega, nem afirma sua veracidade. Ótimo.

O primeiro volume vai melhor. A novidade, a curiosidade, a história fantástica e bem escrita. Jesus, literalmente, fala com você. É fantástico.

Mas, o segundo, o terceiro e o início do quarto continuam com a saga dos infinitos detalhes de cada ranhura de pedra do Caminho (inclusive as pedras de verdade). Difícil. E, com o estilo enfadonho de transição dos capítulos de Best Sellers, "e a pedra quando ia cair, não caiu, mas...". Cansa. Cansa muito.
Mas, ah, porém, quando, em breves parágrafos, há Sua aparição, todo o esforço compensa. O autor, nesses momentos, é genial. O enredo faz sentido, o amor retratado é valioso.

Mais: são nove volumes, igualmente recheados com fatos e, sim, críticas ao que pensamos conhecer sobre a história do Mestre e seu Caminho. Como parar?! O último, que jogada, possui páginas presas com uma espécie de durex e o alerta que só devem ser lidas ao final. Sacanagem. Perfeito.

Bem, já há anos que comecei. E pretendo continuar a jornada, ou melhor, o Caminho. Até o final. Voltarei aqui para conversarmos. Até breve.




Sobre o direito penal e o sistema prisional brasileiro


Os brasileiros já conhecem, exaustivamente

Matou, quis matar, as circunstâncias são desfavoráveis, se tudo correr como corre, júri e cadeia por menos ou mais anos

Penas curtas, regimes de progressão exagerados?

Cadeias ineficazes?

São esses os temas

A teoria é pela ressocialização do preso, sabemos

A prática parece demonstrar o contrário

A pena de um dia de encarceramento já seria insuportável (vide a obra Manual de direito penal, Junqueira e Vanzolini, 2018, p. 78/79 e 82, sobre a humanidade e a crueldade das penas e o sistema prisional brasileiro)

A rota de fuga

Dois, cinco, dez anos de privação da liberdade

Advogados, juízes, promotores, delegados, defensores públicos, carcereiros, diretores de presídios

Prontos.

Soltar, prender, soltar, liberdade, regime semiaberto

Fuga. Rebeliões. Suicídio. Corrupção.

Histórias de recuperação há

Quantas? Midiáticas

Superlotação. Alimentação precária. Condições sanitárias. Animais

Não. Mas, o que fazer? Aumentar os tempos das penas? Prisão perpétua, pena de morte? Redução da maioridade penal?

Falência.

Não.

Sem julgamento, sem pena, sem cumprimento, sem sem

Também já pensaram nisso. Crimes, executores

Revogação do Código Penal. Não haveria mais o conceito de crime. Possível? Imagine só

Também não

A mudança, claro, não é teórica, somente
É prática. Tanto já se falou e engrosso o coro: educação, saúde, honestidade, caridade, fraternidade, família. Tudo o que já sabemos, mas sempre vale lembrar.
Doe mais seu tempo livre e sua riqueza. Para causas diretas ou para entidades sérias. As vidas são alteradas. Os pontos finais poderão existir. A continuidade das frases, sem novos parágrafos distantes. Sem versos, com escrita 🏃, vida com início, meio e fim em si mesma. Uma chance, a todos.

Seria tão bom. Prisão sim, quando o caso, sem descaso, no ocaso, com sanhaço.


5.1.19

Sobre a meditação XIX


Tente
Deixo o seguinte link de uma meditação guiada no aplicativo InsightTimer. Mas, é em italiano?! Não entendo. Nem eu. Ouça. Claro, verá que eles têm outras em português e demais tantas línguas.

http://insig.ht/gm_28414

Meditar é tão bom. Estou no 32° dia consecutivo e 66° no aplicativo. Meditei outras poucas vezes, porém só com essa ajuda de breves falas e um pequeno curso gratuito de 7 dias, 10 minutos por dia, consegui alcançar a frequência diária matinal que me tem feito tão bem.

Não é propaganda. Testei outros e acabei gostando mais desse. Teste outros, claro. Veja o melhor para você. Há muitos gratuitos e outros pagos (sempre valores muito pequenos). O que uso é de conteúdo imenso e atualizado diariamente, e gratuito, mas tem cursos pagos também e sempre sugerem uma contribuição não obrigatória. A grande maioria não contribui. Uma parte de eventual contribuição fica para quem gera o conteúdo e outra, pequena, com o aplicativo.

Meditar é basicamente se aquietar e respirar. Sentado, deitado. 1 min ou mais. 1 min, acredite, já é tão poderoso. Contudo, você verá, é viciante, no bom sentido, e e quererá mais tempo.

Os benefícios são palpáveis: disposição, auto-crítica, relaxamento, confiança, amor, amizade, esperança, calma etc. etc.

Sempre queria meditar, todavia não criava um hábito. Precisa criar. E não tinha um acompanhamento adequado. Precisa. O aplicativo ajuda. Você também pode procurar alguém para te ajudar. Presencialmente ou não. Ajuda muito esse auxílio externo. Não é na primeira vez que terá algum resultado. Persista. Vale à pena. Muito.

Medite.


4.1.19

Mortalidade


Difícil o quanto seja, somos mortais
Ouço há pouco no podcast de meditação
E deveríamos lembrarmo-nos disso diariamente para uma vida mais consistente
Va bene, penso
Faz sentido
Mentira. Fico extasiado e preciso escrever
Ouço antes, ainda, um poema sobre deixar ir
Choro
Deixo ir. Como isso é difícil. O apego é osso
Escrevo, enfim. Antes, por derradeiro, boto a Falcão nos fones. Ela é demais.




Ajoelhe-se


Há quem não creia
Creio
Há quem não goste de igrejas
Gosto
Há quem não goste de quem desgoste
Respeito. Temos espaço para todos. Só existe a crença por causa da descrença, não é?!
Há quem não se ajoelha
Ajoelho
Há quem não vai à missa
Vou. Nem sempre, porém
Há quem vai todo o dia que pode e não pode
Ou um dia por semana
Já fui mais
Já fui menos
Há quem ajuda nos trabalhos ecumênicos
Já ajudei, com muito prazer
Há quem entra mudo e sai calado. E tudo bem
Há quem doa rios de dinheiro ou fios de água, a depender do rio do outro
Há quem doe comida, roupas etc.
Há quem faça coro contra determinada religião
Há quem respeite
Respeito
As religiões. Não os homens, falhos
Há quem feche os olhos para os atos sabidamente errados, ao bem de algo maior
Não respeito
Sabe-se o que é errado. Os fins não justificam os meios
Religião não é guerra
Ou é
Não sei
Tudo tão difícil
Assunto complexo, particular demais
Há quem prefira nem comentar
Comento
Tudo é Deus, inclusive nossa voz
Falo
Há você
Há eu
Há todos
Sob o mesmo céu
Nada fácil
Mas, é isso que temos
Há a espiritualidade
Há quem acredite nela
Há quem não

Acredito
Acredite você também. Tente. Vale à pena. Ou não. Não sei. Só sinto. E basta, nesse assunto. Creio que sim. Escolha

Bom dia LX


Aos que dormem, aos acordados
Aos que dão bom dia, aos que não
Aos mal-humorados, aos bem que bem
Aos loucos, aos sãos
Àqueles outros e a nós mesmos, enfim

3.1.19

Listas


1- Diz o escritor Umberto Eco, em livro sobre ela mesma, a escrita, que o escritor gosta de listas. O escritor. Não lembrarei o nome do livro agora, mas escrevi sobre ele em alguma listagem das coisas, sim. E também já escrevi sobre essas tais de listas dele, com exemplos. E já fiz muitas listas, nem sempre pensando alistar aquelas listas. O autor Eco fez muitas listas. Não só naquele bom livro, tenho certeza.

2- Sei lá o que acontece sobre as listas, além de servirem como enchimento de salsicha, linguiça, alheira, embutidos outros, peru, frango, rocambole, bolo, 🥞, 🍕, saco, e lá se foram três linhas de um texto que podia nem ter sido.

3- São 560 e tra li ló postagens. Vez ou outra revejo seus rostos, seus dizeres, suas almas. Temos lá coisa boa, pelo menos para mim, em auto-crítica. Tenho dado uma nova mão de tinta em algumas. Outras, certamente, só numeram o calendário por alguma razão e aumentam a lista.

4- Listar não é ruim, pelo contrário. Justamente após dezenas de palavras lê-se a frase, única, que ficará na mente do leitor, ou nem isso. Mas, listado fica também o tempo, se houver curiosidade do pobre sujeito. Por uma boa crítica, pela boa pinta do livro, pelo primeiro capítulo, pelo assunto, pelo clube do livro, pelo companheiro ter gostado, por ser moda, pela seleção daquele concurso etc. Mais uma lista. Viu?! Você nem notou. Nem doeu.

5- Tá aí a importância das listas na criação literária.



1.1.19

Mogi das Cruzes, 1° de janeiro de 2019.


Muita paz. Muitas discussões, reais.
Amor, compaixão. Desamor, desejos alheios.
Toda a sorte. Maré de azar.
Irmãos unidos como espaguete novo e bem feito.
Olhos alegres, cansados, bem e mal-tratados.
Orações melhores e piores aos co-habitantes.
Tudo normal. Afinal, é dia da Confraternização Universal.
Que bom que tem alguém cuidando da gente.