9.8.13

a vida tão a sério.



Não leve a vida tão a sério. Tome um pileque, fume uma cigarrilha (tragar não – que perigo), coma coma, fique por horas acordado. Se exageros, excessos são ruins, seriedade demais, busca inequívoca da perfeição, não não, sai dessa, meu. Erre (muito), tente de novo, o novo. Coragem.
Afinal, nascemos sabe lá porquÊ. Aliás, já começamos daquela ou dessa maneira. De pais assim ou assado. Em um ou noutro canto da Terra. Com posses ou sem porra nenhuma (com exceção da fome – dá-lhe fome). Alguns já nascem com tamanha debilidade física ou mental. Os, digamos, perfeitos, por outro lado, carregam o fardo de sua perfeição – se perfeitos, continuem assim, pois quantos não queriam estar em seu lugar (desgraçados).
E, como diz o poeta, assim caminha a humanidade, com passos de formiga e sem vontade. (O miolo, veja bem, é termos paz COM NÓS MESMOS. Posto isso, divirta-se. Fui.)

5.8.13

Escrita X Música.


Criar um texto literário, seja em verso ou em prosa, não é diferente, em essência, da composição de uma música, de uma pintura ou de talhar a madeira para surgir uma bela escultura.

A literatura, arte que é, não prescinde de muito trabalho e anos de prática para gerar bons literatos, como é assim na música, na pintura e na escultura.


Além do suor, há também a inspiração (sempre ligada “a ter o que inspirar”) e o talento (esse que não será nada – ou quase nada – se não for desenvolvido, justificando a célebre ideia de Einstein: os gênios são 99% transpiração e 1% talento – pergunte ao Steve Vai, um gênio da guitarra, quantas horas por dia ele toca suas dezenas de guitarras).


A questão que gostaria de trazer a vocês é, oras;


'por que a literatura é tão pouco exposta nas galerias de arte, pelos artistas de rua (nunca vi), nos meios de comunicação de massa (televisão, rádio, jornais, internet etc.) e nas paredes de sua casa?'

 Nas paredes de casa, talvez pela coincidência de eu ter um pai poeta, haha, há literatura (e que bonito que fica).

Alguém ousaria responder?


Ficaria muito feliz em ouvir opiniões.


Tenho as minhas, claro, e já à partir do primeiro comentário, as revelarei. Ok?




31.7.13

Palavras.

De manhã acordo manias de índios americanos do Leste Europeu.
De noite durmo subterfúgios macabros de um garoto que não foi.
A tarde se espreme entre eles.

30.7.13

Um montão de capítulos (X. Positivo, XI. Chamado do papel, XII. Mais, e XIII. Se vira.)



X. Positivo.

E, aquele dia, aqueles dias em que tudo parecia errado, passou, passaram. Véspera de Carnaval, do fim de semana de Carnaval. Sexta-feira, enfim. Que seja um belo dia! Será!
Bem melhor, hein, Seu Nermo?! Não é mais fácil assim?! É! Negatividade pra quê?! Positividade, meu caro, positividade!!
E, ele foi se trocar para depois tomar café e, após, tomar o ônibus para trabalhar, laborar em São Paulo. Bora? Sì.

XI. Chamado do papel.

         Amanheceu azul cedinho marinho ar. Silêncio do mato. Galo cantando. Mais um dia a ser vivido, pois é. Bom dia, seu Galo. Bom dia, azul marinho. Bom dia Seu AR.

XII. Mais.

         Acordou. O dia. O Nermo. Sábado. Não trabalhava esse dia.
         Dia nublado em sua cidade de residência. Sim, pois a de trabalho era outra. Era a que morava antes de mudar para a atual, Jardimverderelva.
         Foi tomar café.

XIII. Se vira.
        
         Nermo naquele dia gritava com o tempo. Ah, Seu Tempo danado, disse.
        Trabalhava, viajava, dormia mal, penava por se acostumar à Jardimverderelva e seu clima hostil aos seus padrões.
         Nermo, então, sofria. Queria mudar, mas não sabia, entretanto, exatamente (nem, tampouco, vagamente), para onde e para fazer o que.
São muitos lugares que podemos ocupar. Tantos. Tantos.
O que diria seu amigo, bom e velho amigo, Dindó?
– Dindó, alô. Já olhando para o relógio para ver quanto lhe restara de horário de almoço (não que ele costumeiramente se ligasse em seguir rigorosamente o horário, mas, às vezes, seguia por um tempo, para, também, não avacalhar).
– Alôôô, faaala Don Nermo, como vai? Que conta, meu?
– Dindó, diga lá, quero mudar, mas não sei para onde, nem quando, nem como, nem para fazer o que, nem etc. Capisce?
– Buono. Fogo, hien?!
– É.
– Se vira. Falô?
– Bom conselho, hein, meu.
– Gostou né?! 
– Se virar.
– Se virar!!
– Pois quem fica parado é poste. Não é o que dizem?!
– E uns chineses já também devem ter dito que é caminhando que se acha o caminho. Certeza.
– Tá certo. Vou caminhar então.
– Isso.
– Tchau, loco Dindó.
– Até.

Nermo caminhou. Quem caminha ou com a sua, tanto faz, enfim, bora nessa. :-I               

25.7.13

Limites.



Todos nós possuímos limites. Isso é simples.
Esquecemos, porém, de delimitá-los claramente e isso causa enormes conflitos em nossos relacionamentos interpessoais. Quando o limite é ultrapassado – tarde demais – grosseria, desentendimento, transtorno.
Devemos sempre nos perguntar (baixinho) sobre nossas fronteiras. Até onde vale a pena ir? Quanto estou disposto a ceder, a sacrificar meus objetivos presentes e até mesmo minhas necessidades de descanso (sono, lazer, cuidado com a alimentação e o corpo).
Na vida pessoal, no trabalho e na intensidade da sociedade atual que nos incita a fazer isso ou aquilo (mesmo que quietinhos em casa, nesses dias frios), precisamos também parar. Parar mesmo. Silenciar, naturalmente imobilizar nosso corpo e deixar a mente agir (sozinha). Não estou falando de dormir, mas, sim, de meditar.
Só assim, com o tempo, encontraremos nossos limites, os entenderemos e, sabendo de sua importância e inafastabilidade, poderemos, conscientemente, estabelecê-los perante os outros e, claro, perante nós mesmos.
Porque se não impusermos limites, não chegaremos a lugar algum, pois chegar, etimologicamente, é o limite.

MCP

IX. Personagens.



Nermo, porém, tinha acesso a tantas informações. Muitas. E, como diria um namorido de sua prima: tanto dura um dia, tantas e quantas coisas podemos fazer nesse dia. Segundo ele: podemos fazer o que quisermos.
Lucélia, Dindó e Krispí. Eis a companhia de Nermo. Bem vindos, turma.
Lucélia, jovem. Dindó, mais velho. Krispí, entre os dois.
Amigos de Nermo. Desde há muito. O conhecem, o conservam, o guardam, o escutam.
Diga lá, Dindó.
Dindó disse: que zona de história hein, Nermo. Você já perdeu o rumo faz tempo, meu caro.
Nermo: pois é. Já estou pensando em algo como contos, como “Vidas Secas” do velho Graça. Que tal?
– Meu, pode ser. As ligações, veja lá, você pode criar depois, de qualquer maneira, com criatividade. Muito bem. Boa idéia.
– Sempre tenho boas idéias, haha.
– Sei.
– Krispí e Lucélia.
Lucélia: rock n’ Raul.
Krispí: quero continuar a ler.
– Bom, muito bom, meus amigos. Agradeço pela força. E, Pí, melhor comentário que o seu impossível, hahaha.
– Eu sei! Continua, meu amigo, continua que "te fa bene".
– Continuarei.

20.7.13

Enquanto.

Enquanto tivermos o sol a brilhar, haverá esperança.
Enquanto tivermos os pássaros a cantar, haverá esperança.
Enquanto tiver seu amor a me inspirar, haverá esperança.

Valeu, Vá.

19.7.13

Eu como ar.


  O ar tem cheiro.

  Estou em Governador Valadares, MG, e sinto cheiro, ao acordar, de Poços de Caldas. Boa Poços de hoje e de minha infância.

  O ar tem cor. Falo daqueles fins de tarde em que a magia da natureza é tão bela que o ar é laranja, se torna avermelhado e conseguimos flutuar.

  Bem, se o ar tem cheiro e cor, ah, também tem sabor.

  Sabe aquela expressão, né?! "você precisa experimentar novos ares".

  É para lá que eu vou. Logo.

  Nhac, Nhac, não vejo a hora.

14.7.13

Escrevo.



Escrevo. Não por isso ou por aquilo, mas porque escrevo. Neste blog de passarinhos ou em cadernos vários, escrevo. Em um domingo com sol e chuva ou em uma segunda-feira fria. Sobre a razão da minha motivação em escrever ou sobre a percepção da vida, digito.

Por isso, reflito. Pois, perceba – quem escreve pensa. Seja na cópia de um texto ou em sua criação, pensa, pondera, concentra e cresce.

Cresce em saber.

Que bom escrever. Mesmo sobre o escrever, mesmo que breve, mesmo que despretensiosamente.

Experimente. Escreva.

Escreva mais que seu nome. Escreva sobre o pássaro que você viu outro dia. Sobre a sua vizinha. A sua cidade. A sua vida.

Tenho certeza que gostará. São momentos de puro enfrentamento, deleite de respirar, de se saber vivo e pelo quê.

Depois me conte. Aqui mesmo, se quiser.


Um abraço, Pi.