22.6.17

Capítulo décimo segundo

Proibiram-se as desistências para os novos membros
Quer entrar não sairá
Decisão unânime. Revolta cega
O que é liberdade? Liberdade é acreditar, li uma vez na camiseta da banda de rock. O ideal. Agir. Libertar-se pela ação. Deve ser isso. Concordo. 
Nossos heróis, com carrapatos nos sacos, comem raízes, bebem chá de fungos. E tudo bem. São livres.
Você, em seu sofá retrátil, bebe refri com fast food. Tudo legal. Livre.
No fim de semana ensolarado, a turma vai para o mato. Volta feliz para o chuveiro quente, o vaso de porcelana com a descarga acoplada. Esquenta a comida no microondas. O ar-condicionado é dez. Modernidades. 
Cri, cri, diz-se lá no chão escuro. Céu que se junta ao solo, ar quando circula o cômodo. 
Livre. Ninguém é livre.

27.5.17

Resenha: O dedo do diabo, K. Stalden

Conrado Amstalden, sob o pseudônimo de K. Stalden, escreveu uma bela história de humor popular. Sim, a temática é em geral alegre e positiva, e os personagens e seu ambiente lembram contos do dia a dia. Difícil interromper a leitura. Os acontecimentos são bem encadeados e a escrita flui com vigor.
O autor, que tenho o prazer de conhecer pessoalmente, é pessoa culta com afinado senso de humor. Tem ele certa fraqueza para a temática sensual feminina. Assim, a obra é fruto dessa boa mistura: humor, inteligência e putaria, digo, sensualidade (desculpem o ato falho - risos).
Nossa sociedade predominantemente católica, embora os evangélicos e espíritas cresçam a cada ano em número e relevância, defende diversos preceitos morais, como o pudor sexual, a monogamia, a fidelidade, a honestidade, a família, a abominação ao diabo, a honra pessoal e social. A ameaça da quebra desses paradigmas, mesmo que apenas nas páginas cruas de um livro, é envolvente, claro. Pelo simples motivo de que ninguém é cem por cento “algo”, sendo que dentre esses há alguns mais ou menos enrustidos.
Ateus, tarados, prostitutas, mulheres recatadas, homossexuais, o tal bem dotado, batinas pesadas. Nada que uma lua cheia não resolva.

Super indico a leitura. Afinal, nós brasileiros estamos precisando de um pouco de sadio humor ultimamente, não é?!   


20.5.17

Resenha: 1984, George Orwell

O nome do livro, que você deve ler obrigatoriamente, é esse mesmo. Ótima obra. É de 1948, escrita por George Orwell (1903-1950).
Conta a história de Winston, funcionário do Ministério da Verdade de um país controlado severamente pelo Estado. Não há espaço sequer para dormir privadamente. Câmeras e escutas por todo lado. O ideal do Governo é controlar até mesmo seu pensamento, como se chip houvesse nas suas correntes cerebrais.
O enredo é assim mesmo tenso e interessante. Difícil não lembrarmos dos tempos atuais e pensarmos como o autor teria adivinhado. Mas, lendo um pouco sobre o mote do escritor, tem-se que não era um livro futurista, mas uma crítica à própria situação de 1948, sobretudo o Stalinismo, na Rússia da primeira metade do século XX. 
Vale ler. Recomendadíssimo.
Termino com uma angústia braba: o Grande Irmão (ditador do livro) está na minha casa. E, pior, não se trata de um déspota mortal e passageiro, mas de centenas de milhares de pessoas conectadas na internet de cada dia. Merda de rede. O mesmo sistema que nos abre portas, nos observa atentamente e trata de fechar aquelas que lhe aprouver. É real. Não duvido, inclusive, que já haja meios de leitura de pensamentos. Ah, repare bem e enlouquecerá. Somos, sim, vigiados, e muito bem.
Qual o fim disso?! Não sei. Sigamos com cautela.





19.5.17

Capítulo nove

e fim
sobre a distância há silêncio, da regra vige o crime. nossos heróis estão vivos, mas são outros. Sou eu. E pronto.
Na curva da trilha, a pedra verde. encosto. o sol é frio, os ramos todos. não tenho vontade de seguir, tampouco de voltar ou permanecer alí, na branquidão. sinto fome.
Volto.
há a numeraiada sorridente. violão. fogo. o livro dos contos. Conte a todos, diz o chefe. Contei. vocês outros também, claro. e os registros estão lá. Nem todos alegres, positivos. ela, ele conversam com o nada volta e vez.
O querer é limitado. por isso, o não querer é confuso, cheira mal. normalmente, quer-se muito, mas precisa-se de tão pouco.
A sociedade ramifica-se

14.5.17

Resenha: No teto do mundo, Rodrigo Raineri com Diogo Schelp

O principal tema da obra é o desafio de escalar o Monte Everest até seu cume, mas sua leitura traz muito mais. Rodrigo é sócio de uma empresa de aventura e de treinamento empresarial baseado na superação de desafios reais, como vencer limites físicos e psicológicos, trabalho em equipe ou solo, concentração e tomadas de decisões. Por isso, o deleite da obra transpõe a curiosidade sobre o gelo e as nuvens para uma atmosfera prática e cotidiana. O que uma investida ao pico mais alto do mundo pode ensinar? Rodrigo conta.
Indico a leitura também porque a estrutura do livro é muito boa. O alpinista Raineri certamente é o dono do conteúdo, revisou, participou e aprovou o encadeamento da leitura, mas o “ghost writer” Diogo Schelp merece elogios, pois soube muito bem trabalhar com o ofício da escrita, aliando a escrita técnica do montanhismo com a literatura que, sim, há em escalar uma montanha a quase nove quilômetros de altitude.

Enfim, usufrua desse caminho literário como o Rodrigo curtiu cada metro a mais da Chomolungma (Deusa Mãe do Mundo), como é conhecida localmente. Reflita sobre seus objetivos e o que os torna especiais para você. Mais: o que tem feito para conquistá-los? Com todo o equipamento disponível, planejamentos, tentativas, ainda assim nem todos conseguem pisar no topo, ou pior, voltar vivos de lá. Sempre haverá riscos no trajeto, esse sim, talvez, muito mais importante do que atingir a meta (tem um capítulo sobre isso no livro). Viva com qualidade.


28.4.17

A importância de estabelecermos objetivos

O fundista profissional tem missão delicada. Enfrentar 10, 15, 21, 42 quilômetros concentrado e em melhor tempo do que os adversários. Há cansaço físico e pressão mental. A chegada é simples: a linha branca ao final do percurso. O caminho é longo, cada passada conta, cada respiração correta, cada força propulsora enviada pelo cérebro, cada metro a menos.
Nada disso seria possível sem o objetivo claro do fundista: cruzar a faixa em primeiro lugar.
É muito importante estabelecermos metas. São elas que trarão sentido ao nosso movimento, nos realizará. Diz-se que a longevidade depende de algo que nos faça acordar todo dia. Sim, isso se chama objetivo. Quero dormir bem, pois amanhã inicio um novo capítulo do livro que estou escrevendo. Amanhã pegarei o primeiro trem, pois bem cedo quero estar na escola do meu filho e assistir sua apresentação. Em três semanas terminarei a encomenda, pois com esse prazo receberei o pagamento que preciso para quitar a última parcela do meu apartamento.
Organizar e buscar propósitos consome seu tempo e, por isso, o mantém vivo.
Tenha alvos, sonhe. E alcançará a linha de chegada, tenho certeza.


Visualizações do blog

Desde 24 de maio de 2013 (primeira publicação) até agora são 24.939 visualizações do blog Escrita MCP (escritamcp.blogspot.com.br). Fico muito feliz. 
Especialmente em abril de 2017, que ainda não acabou, temos um recorde de visualizações (não considero abril de 2015, pois teve um pico de acessos não naturais): 1.045. Isso é ótimo, justamente no mês da parceria com a Nobel Vinhedo, que há tempos desejava. A livraria, gentilmente, permitiu o uso da marca no blog com o objetivo de fomentar a escrita e a leitura. A literatura, afinal, é produto da Nobel e do Escrita MCP. Nossa ajuda mútua é positiva para a cultura.
Continuarei almejando a melhor qualidade do blog e tenho certeza que novos recordes virão. O gráfico de acessos (veja abaixo) tem mantido uma tendência de crescimento e minha escrita também. Não é linear, realmente, tampouco a literatura é. Há melhores capítulos.
Sigamos em frente. Obrigado pela companhia.


Expanda seus horizontes - aprenda novas línguas

Sim, você já está cansado de ouvir que aprender inglês é obrigatório hoje em dia. Calma. Verá que é mesmo importante.
Concordo com a ideia do aprendizado do inglês, não no sentido de obrigação, mas de evolução. Precisamos expandir nossos horizontes. E aprender novas línguas é fundamental para isso. 
Isso porque, conhecendo outros idiomas podemos estabelecer novas relações sociais. Conhecer pessoas, ler jornais e livros de outros países, exercitar nosso cérebro, ter contato com outras culturas.
O conhecimento é a arma mais poderosa de nosso tempo. Vamos lá, como brasileiro você aprende o português, uma língua de origem latina que abre as portas para diversas outras similares, como o espanhol, o italiano e o francês. O inglês, acredite, é ainda mais fácil que essas que citei. Vale a pena tentar.
Cito abaixo alguns jornais para você arriscar sua leitura:


Divirta-se.


23.4.17

Nova Apoiadora - Vanessa Oliveira Fotografia

Vanessa Oliveira Fotografia é arte, é profissionalismo.
Conheçam seu trabalho. Fotos de família, eventos, pets, entre outros segmentos.
Um prazer tê-la como apoiadora deste blog.
Página do Facebook: https://www.facebook.com/vafotografa/





Nova Apoiadora - Livraria Nobel Vinhedo

Com satisfação, anuncio o apoio da Livraria Nobel Vinhedo ao blog Escrita MCP. 
O estabelecimento é parceiro da literatura, não só pelos bons livros que vende, mas pelo incentivo efetivo à leitura e à criação de novas obras. Todo mês tem reunião de leitores sobre um novo livro, o Clube do Livro. Os escritores de Vinhedo são também prestigiados, com espaço para suas obras e lançamentos. Os sócios, Fabio Cuono e Vanessa Marmo, são pessoas ótimas.
Na Livraria também há um bom café.
Conheçam, frequentem. Cultura é evolução e a boa literatura é, na minha opinião, um meio silencioso muito eficaz de melhora social.
Obrigado mais uma vez pela atenção.


Highlights info row image
(19) 99914-8477 (19) 99905-4019 (19) 3876-4023 (19) 3876-2901