12.10.15

criança

Sorriso triste. Sr. Lamarca, a criança nem chora de tão cansada. O pátio cheira mal, o lanche é azedo. O sol nasce, o calor assenta, o pé racha, a garganta já nem é mais. O pior é outro, porém. 
Piscininha cheia. Chá e torradas. Desenhos animados. Sofá. Famílias. Presentes. Mesa farta. Sorriso nervoso. Cócegas no primo caçula.
O meio-termo. As extremidades.
Aquela corda com sebo sem nós e com desníveis. Quem?
Mas, o que estou dizendo? Hoje é dia das crianças. De Nossa Senhora, mãe. Que esqueçamos um cadinho mais e toquenos nosso lar querido. Façamos nossa parte como cidadãos honestos. Ora, novembro já vem e to lá inscrito no ato beneficente. Mente tranquila. Afinal, o mal é necessário para a existência do bem. Bla bla bla bla
E hoje é dia das crianças. Vá lá visitar sua família. Vou.
Depois veremos o resto. Desviemos, pulemos, absolvamos, anestesiemo-nos tche tche tche re re te

Só queria escrever algo. Nem sempre podemos. Contudo, nem tudo, só pouco e tanto, mas pronto e fim. 

6.10.15

minuto

Quanto tempo cabe em um minuto? 60 segundos, pouco mais de dois ataques inteiros no basquete, dois 'se vira nos trinta' do Fausto Silva, uma explicação? E qual a sua paciência para aguardá-lo? Ou sua capacidade de administrá-lo? Ah, mas 1 minuto não é nada, não dá para fazer nada. Será? 
O tempo depende da relação do sujeito com ele. Se há pressa, se calmaria, ansiedade, tédio, desafio, tristeza, euforia. Já ouviu a velha máxima de que o tempo passa mais depressa quando precisamos dele e reina quando não. Bem, está correta. E como a passagem do tempo depende da nossa percepção podemos ir além e dizer que não só sentimos a maior velocidade dos ponteiros, como vivemos a angústia das horas. Isso significa a vontade de captura do elo entre o bem-estar e o uso do tempo. Tudo bem. O problema é o desespero intelectual. A esperança de que podemos e devemos nos bem entendermos com o tempo. Negativo. O tempo é só dele e assim é. Viver. No tempo que se estende. Só isso. 

5.10.15

O Novo Código de Processo Civil

Em pouco mais de 5 meses deve entrar em vigor um novo código de processo civil. Há projeto de lei para aumentar a vacância para três anos, mas as apostas são para que entre em vigor no começo de março de 2016 como previsto no diploma. 
O novo CPC merece um belo estudo prévio. Algumas disposições já estão sendo aplicadas, como o incidente da desconsideração da personalidade jurídica e, outras bem diferentes do procedimento em vigor, serão aplicadas de imediato. É bom que os operadores de direito estejam preparados. Estou fazendo um curso em São Paulo, no IASP, tenho lido artigos e assistido palestras. Não há limites. Há muito o que ser estudado, refletido e, como mencionei, já utilizado nas petições, como artigos sobre a justiça gratuita. 
A nova lei civil adjetiva reconhece muitos entendimentos jurisprudenciais e agrega interesses de juristas atuantes na linha de frente do contencioso: nós advogados e os magistrados. Veja que há a intenção da plena prestação jurisdicional, com a necessidade da suficiente fundamentação de decisões, ao mesmo tempo em que há a limitação de recursos, especialmente de decisões interlocutórias, e mais incentivo, procedimentalmente, aliás, da resolução alternativa de conflitos (conciliação, arbitragem e mediação). 
Há tantos outros pontos para abordar, como a contagem dos prazos em dias úteis, o julgamento por ordem cronológica de distribuição e a apreciação da admissibilidade dos recursos às instâncias superiores diretamente no STJ e no STF, porém ainda não terminei meu curso e tenham certeza que até que o novo código de rito entre em vigor muito se discutirá. Devo escrever mais sobre ele por aqui. 
Concluo com votos para que sua entrada em vigor no próximo mês de março seja confirmada e para que tenhamos bom uso de suas qualidades. Os defeitos, como sempre, serão devidamente combatidos pela classe causídica. E que o nosso querido Judiciário, como muito se discute, se prepare cada vez melhor para absorver a modernidade do código com sólida estrutura. Que venha o Novo CPC. Iremos com ele (não que tenhamos outra opção, mas isso não é assunto para agora kkkkk). 

4.10.15

circo

Hoje é o último dia dos números do circo que está aqui em Vinhedo. Já nem todos serão apresentados, pois vieram de SP uma tchurma dos desenhos infantis e estão dividindo a tenda. Fui ontem, já com os números reduzidos. Foi ótimo. Recomendo. E você ainda confere a pobreza das atrações infantis. 
Mas, o que há de tão especial em um circo? Poxa, você não sabe? Talvez não tenha mais ido desde de quando era pequeno, não é?! Então, vá. E entenderá que há certa magia nas bolas malabares, bambolês, equilibristas, globo da morte, palhaço e outras surpresas. Não pelo humano incansável praticante, mas pelo convencimento da simplicidade. Sobre que é possível o inusitado, o surpreendente, o circense. Confira lá. Ria, fique tenso, suspire, bata palmas, assovie. E sobretudo: divirta-se. É garantido. Viva o circo.

3.10.15

literal

Vou. Não vai. Preciso. Não. 
No dia seguinte o louco entrou. Não pediu permissão, tampouco dormira aquela noite. Queria muito participar da tal reunião na velha escola abandonada. 
Oi. É o louco. Que quer, doido? Ouvir. Participar, se interessarem. 
Era um encontro de leitores e escritores da pequena cidade. Conheciam o sujeito estranho. Doido porque não saía quase de casa, não estudara, era branquelo da falta de sol e vitaminas. Doidinho, diziam. 
Só que ele, vejam só, não era louco. Só lia e escrevia muito e não queria, ele mesmo, mais nada da vida. E, diferente, era considerado doidin. 
Não conseguiu se expressar muito bem, ficou nervoso. Não participou do encontro. 
Voltou para casa meio decepcionado, um bocado bravo. 
Dormiu. Isso ele fazia bem também. Acordou melhor. Decidiu, nem sabe como, voltar na reunião do outro mês. Levou dois textos seus recentes. Foi aceito. Passou a tomar chuva em dias de sol e comer beterraba em tortas de pepino. 
Não foi ele que escreveu essa história, mas podia ter sido. 
Saia da sua casa, mané. Vá até as bandas de lá e atravesse a soleira. Garanto que será melhor que ver televisão, jogar video-game e, acredite, que dormir. 

2.10.15

objetivo n. 452

Jogou regularmente basquete até os 17, tênis até os tantos anos avulsos, corrida sempre, bike mais, natação o quanto nada, taekwondo -, sim. Na verdade não. Me sinto bem. 
Qual o seu próximo objetivo? Não tenho. Vivo. E o corpo está grudado. Então, taca lê pau, Zé. Mexe mexe mexe mexe.
O carro veloz, acima dos limites de velocidade tem seu charme. Corta, pressiona, assusta. O tronco e seus membros também. Correm, sacam, arremessam, chutam. Se a máquina tem pressa, os braços fazem a falta. Cobra-se a infração, pontos em jogo, essa a partida. 
A meta, pensando bem, existe e é clara. Tirar a bunda do sofá. Andar nos limites de velocidade. 
Caputz

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1.10.15

tiro na cabeça 1

Ele levará um tiro na cabeça em dez minutos.Dez. É muito tempo. Nove. Que demora. Oito. Vamos conversar mais uma vez? Sete. Aaaah, seu maluco. Seis. Só pode ser brincadeira. Cinco. Quanto valem cinco minutos na vida? Conhece a música? Quatro. Ai, caramba. Três. Jesus, aqui é o Zé. Dois. Pqp. Um. Fui. Zero. 

30.9.15

O sacramento da confirmação: Crisma

E terminamos o mês com todos os dias com publicações. Com dias com até mais de uma. Ótimo. Missão cumprida. Recorde absoluto de visualizações mensais (quase mil) e escritor satisfeito com o resultado. Que venha outubro e mais bons textos. Não sei se diariamente, pois confesso que publicar todo dia ainda é bastante desafiador para mim. Esse mês foi fogo kkkkk. Mas vamos, enfim, ao texto de hoje. 

O Crisma é o sacramento da confirmação. A perseverança do amor de Deus e da fidelidade a sua Palavra. É, junto com o Batismo e a Eucaristia, sacramento da iniciação cristã. "Os fiéis são vinculados mais perfeitamente à Igreja, enriquecidos de força especial do Espírito Santo, e assim mais estritamente obrigados à fé que, como verdadeiras testemunhas de Cristo, devem difundir e defender tanto por palavras como por obras." (Catecismo da Igreja Católica, Edições Loyola, 2010, p. 355/356. )

29.9.15

Unção dos enfermos

"Não raro, a doença provoca uma busca de Deus, um retorno a Ele." (Catecismo da Igreja Católica, Edições Loyola, 2010,  p. 412. )
A unção dos enfermos é alento para o sofrimento e caminho da conversão. 
'Por esta santa unção e por sua infinita misericórdia, o senhor venha em teu auxílio com a graça do Espírito Santo, para que, liberto de teus pecados, Ele te salve e, em bondade, alivie teus sofrimentos'. 
Mãos e fronte  ungidos de óleo devidamente consagrados. Também é  um sacramento de cura, como a penitência.