23.4.17

Nova Apoiadora - Vanessa Oliveira Fotografia

Vanessa Oliveira Fotografia é arte, é profissionalismo.
Conheçam seu trabalho. Fotos de família, eventos, pets, entre outros segmentos.
Um prazer tê-la como apoiadora deste blog.
Página do Facebook: https://www.facebook.com/vafotografa/





Nova Apoiadora - Livraria Nobel Vinhedo

Com satisfação, anuncio o apoio da Livraria Nobel Vinhedo ao blog Escrita MCP. 
O estabelecimento é parceiro da literatura, não só pelos bons livros que vende, mas pelo incentivo efetivo à leitura e à criação de novas obras. Todo mês tem reunião de leitores sobre um novo livro, o Clube do Livro. Os escritores de Vinhedo são também prestigiados, com espaço para suas obras e lançamentos. Os sócios, Fabio Cuono e Vanessa Marmo, são pessoas ótimas.
Na Livraria também há um bom café.
Conheçam, frequentem. Cultura é evolução e a boa literatura é, na minha opinião, um meio silencioso muito eficaz de melhora social.
Obrigado mais uma vez pela atenção.


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13.4.17

Paradise now

Mais uma resenha do Berti. A arte cinematográfica merece destaque quando há produções como essa.

Filme: Paradise Now

Ano de produção: 2005
Atores principais: Kais Nashif, Ali Suliman e Lubna Azabal
Diretor: Hany Abu-Assad

Said e Khaled, dois amigos palestinos desde a infância, pobres e com poucas perspectivas de vidas interessantes, são convocados para serem homens-bomba a serviço do seu país.

A situação criada por tal convocação explora a visão insólita dos palestinos diante do torniquete físico-territorial e emocional criado por Israel frente ao país dos amigos. Apesar da “honra” conferida a ambos beirar a idiossincrasia, serve como ponto de reflexão ao levarmos em consideração a coação exercida pelos israelenses. Ser palestino no contexto atual, tanto quanto no filme, não é papel dos mais fáceis e exige do telespectador uma compreensão que transcenda a visão ocidental sobre aquele país acuado fisicamente e moralmente por Israel.

Diante da ciência do que está para ocorrer, Suha – amiga de ambos –, personagem secundária, mas não menos importante que os demais, tenta dissuadir os amigos da idéia do suicídio em nome de Alá na cidade de Tel Aviv.

Na parte final do filme, a ação designada aos dois amigos terá uma surpresa.

Apesar do revide planejado pelos palestinos ser de certa forma compreensível, pairam questões diante da situação vivenciada no filme. Violência se combate com violência?  Até que ponto tirar a própria vida em nome do seu Deus é honrado ou certo? A religião une, segrega, ou mesmo torna as pessoas inimigas umas das outras?


Independente do que ocorre no desfecho do filme, fica a dúvida de como agiríamos no lugar dos personagens em face da situação geopolítica, religiosa e econômica confrontada pela história.


A vida dos outros

Como é bom contar com amigos das artes. Curtam a resenha do caro Eduardo Berti.

Filme: A vida dos outros

Produção: 2006
Atores: Ulrich Mühe, Martina Gedeck , Sebastian Koch e Ulrich Tukur
Direção: Florian Henckel Von Donnersmarck

Na Alemanha Oriental, então governada sob o regime socialista, um casal de artistas é espionado através de uma escuta clandestina instalada em seu apartamento pela polícia secreta na Berlim Oriental.

O filme explora o ambiente opressor de um regime totalitário em plena derrocada, mas ainda contaminado por ideias anacrônicas incrustadas desde a separação da Alemanha após o final da segunda guerra mundial.

O transcorrer do filme se opera principalmente dentro do apartamento do casal, onde a escuta instalada e monitorada por um oficial especialista em escutas da Stasi – polícia secreta da Alemanha Oriental –, traz informações da ligação daqueles com pessoas proscritas ou suspeitas sob a ótica do Estado. O comportamento dos personagens principais é considerado subversivo e ameaçador ao regime do governo local.

O agente responsável por repassar as informações ao seu superior se depara com a ambivalência que suas atitudes podem causar ao casal e a ele próprio.

Na parte derradeira do filme, o diretor alemão mostra a transição de regime no país após a queda do muro de Berlim e a reviravolta no status dos personagens principais.

Final surpreendente!





10.4.17

Oito - sete vidas

A vida muda a todo instante. É verdadeira a metáfora de que o mesmo rio não passa duas vezes pelo mesmo local – já são outras águas.
Não se sabe ao certo o que aconteceu na vida do Sete. Acostumado e defensor da vida na cidade, decidiu de repente a mudança para o campo. E levou a doze com ele.
Alguns dizem que foi por conta de uma revelação do famoso livro (aquele que ele emprestou para ela ler), outros que teria descoberto um tumor no pulmão de tanta poluição respirada por anos. Mas, o mais provável seria apenas sua paixão pela Doze que, após ler a obra, só pensava em viver deitada na grama olhando as estrelas.
O casal conseguiu o necessário para a transição e após pouco tempo não conseguiam mais imaginar voltarem para o asfalto falho.
Sete adorava gatos. Sua independência e imobilidade pacífica o inspiravam a acreditar na paz. Disse certa vez: os felinos sabem viver, pois conseguem economizar energia e utilizam depois com tamanha precisão que sua vida endurece, solidifica em outras – em sete. Devemos admirá-los, finalizava seu discurso.
Porém, a existência mais próxima da casa do joão-de-barro que parecia perfeita (as duas casas) degringolou. Por quê?

27.3.17

15 anos da promulgação do Código Civil de 2002

Apenas em janeiro de 2003, iniciou seu pleno vigor, mas desde janeiro de 2002 já era confirmado um Novo Código Civil em substituição ao de 1916.
É o nosso diploma para a vida civil: nome, personalidade, família, bens, empresas, títulos de crédito, morte, responsabilidade civil (os famosos danos materiais e morais), contratos, obrigações e outros grandes temas cotidianos.
Então quer dizer que a aceitação da proposta vincula? Tenho direito de exigir uma reparação pelo tempo que deixei de trabalhar em vista do ato ilícito sofrido? O nome de casado pode ser mantido em algumas situações depois do divórcio? O contrato verbal tem validade jurídica? O CC responde.
São hoje 2.046 artigos que englobam ricas disposições sobre a vida em sociedade. Seu estudo dura todos os cinco anos da Faculdade de Direito, tamanho seu conteúdo e importância.
Quem conhece bem a Lei Civil Substantiva ganha muita segurança nas relações sociais, pois sabe dos seus direitos e obrigações.
Relembro um pensamento do meu pai quando há 13 anos eu refletia se o Curso de Direito seria uma boa escolha na minha vida: filho, mesmo que você escolha não exercer o Direito, o aprendizado será muito valioso na sua vida, pois assegurará proteção e senso crítico social. Saber as Leis que regem nossas vidas é muito útil.
Agora já sabe, dúvidas gerais sobre seus direitos civis são sanadas no CC. E qualquer transtorno consulte seu advogado de confiança.

25.3.17

Rumo aos trinta anos do Código de Defesa do Consumidor

Em setembro serão 27 anos completos. Nosso CDC, como nós juristas cheios das siglas o chamamos, continua muito valioso. Pense que antes de 1990 simplesmente não o tínhamos e a defesa dos consumidores era muito mais complexa. O diploma atual dispôs sobre importantes conceitos básicos, como quem é consumidor, fornecedor e quem se equiparam a eles na linha de consumo que movimenta a sociedade. Sim, como consumimos. Produtos e serviços cada vez mais diversos. Haja dúvidas. Posso trocar? Ixe, o estacionamento é gratuito, mesmo assim tenho direito de reclamar pelo ressarcimento do furto dos meus caros óculos de sol? O CDC responde. E muito mais.
Com o Código vieram órgãos públicos e privados de proteção ao consumidor, como o conhecido Procon (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor), já presente em diversas cidades e o site ReclameAqui, que presta um serviço gratuito muito útil à sociedade.
Sempre bom lembrar que quanto mais exigirmos nossos direitos mais eles serão respeitados. Dá trabalho, sim. Ninguém gosta de nós advogados, sei disso. Porém, somos seus parceiros e podemos ajudar nessa luta. Consulte sempre um, e chega de maus tratos às partes na relação de consumo, seja pelo lado do adquirente de produtos, tomadores e prestadores de serviços, comerciantes e pessoas equiparadas para os fins legais.
Ainda há o que ser aprimorado, claro. Mas, tenha certeza que estamos bem servidos com nosso CDC.

Dr. Advogado de tal

Sim, senhor. O costume de chamar advogado de doutor persiste. Há quem não goste. Argumentam que o título é acadêmico e aos causídicos basta o tratamento de senhor(a), a não ser que tenha o doutorado completo mesmo.
A verdade é que, como engenharia e medicina, o curso de Direito continua tradicional e respeitado. E, na época de fundação das primeiras faculdades, há mais de cem anos, nosso finado Imperador deu o título de doutor aos advogados, professores de Direito e juristas regularmente inscritos nos seus órgãos de classe (delegados, promotores, juízes etc.). Há quem defenda o pleno vigor desse Decreto e até faça questão do tratamento cerimonioso.
Eu gosto, admito. A advocacia, sim, ainda tem certa pompa. E, tudo bem. Os bons advogados merecem.
Então, agora já sabe, pode chamar, ou não, seu advogado querido de doutor, sem culpa.

8.3.17

Capítulo vinte e sete

Está cantando? Ah, sim.
"Quando a Morte chegou falei que não.
Não, não não não não, dona Morte.
Preciso engraxar meu sapato, enfeitar minha mochila, comer o pudim.
Se viajo para longe quero ao menos terminar minha crônica.
E ela disse talvez, posso aguardar mais um dia. Me diga, porém, pois quero saber onde encontrarei você.
Só dobro a esquina três vezes. Subo dois lances, descarrego o dia, cumpro a lista e retorno ao mar. Lá mergulho e desdobro a folha.
Leio a prosa, caminho de volta por outras curvas iguais. Termino em casa, sapato calçado, cabelo riscado, escondido na varanda. Deve me achar.
O Fim não veio. Mandou ajudante. Vamos que já é hora, falou. Meu trato foi com a sua chefe, rapaz. Descaso qual é esse?! Não pode vir, está com dores fortes, coisa de mulher. Também estou indisposto hoje para morrer. Não vou mais. Fale com ela, meu cupincha. Fique aqui, então. Não saia nem morto, viu?!
Dia seguinte o encontro frio com ela. Homem difícil, aí está você. Dar trabalho para a morte, onde já se viu?! Mas, respeitou os pedidos e sua escrita me pegou de jeito. Não tive dores, mas calores. Prefiro você vivo. O povo do meu lado também leu e querem mais textos para a Revista das Coisas de Lá. Aproveite. E foi embora. Puff. Fiquei."
Uia. Cantou muito esse samba antes de vir para cá? Duas vezes por noite. Adoravam. Mas, não dava para pagar as contas. E veio para cá?! Desistiu. Ah, amanhã desisto dessa patota. Já ouvi outras histórias como a sua. Isso aqui é um cadafalso de desilusões. Vamos? Opa, não. Sabe-se lá quando ela vem. Aqui vivo mais. Engano seu. Ela te poupou porque você tinha algo para viver. Um propósito, meu caro. Amanhã você vai embora comigo daqui e não tem acordo. Foram.

2.3.17

FoToGrAfIAs


Você gosta. Quem não?! Até possa ser o 'não me fotografe', mas aprecia a imagem recortada, o momento capturado. Bela invenção essa de 'escrever com a luz', afinal o próprio significado da palavra fotografia.
As fotos eternizam a imagem. Registro momentâneo do tempo. Fatia fina.
Já escrevi sobre elas por aqui, salvo engano.
Lembro novamente por razão especial: divulgar o trabalho da Vanessa querida. Ela tem tirado fotos muito boas. E busca trabalhar profissionalmente com a magia das fotitias. Já fez curso em Mogi das Cruzes e fará um em Jundiaí com início nesse mês [já concluído, como outros já realizados em 2018].
Confiram seu trabalho no Instagram.
@vafotografa
Curtam.