Somos nossas memórias, já devem ter dito. O que deve ser verdade. Mas, entre o "me" e o "as" também deve ter algo não dito.
Ora, acordamos com fome, sentimos dores, criamos coragem. Tudo muito natural, humano. A repetição gera um hábito, que gera uma norma, que gera a verdade. A memória, enfim. Lembramos disso. Facilmente. Podemos lembrar de outras coisas, sim. Um dia qualquer, uma pessoa, um perfume, uma dor, um paladar, uma música etc. etc. Lembramos sobre o que vivemos, aprendemos. E só. Ou, e tudo isso. Mas, só isso.
Deve existir muito mais, talvez. Porém, não lembramos. Há alguma trava. A mesma que apaga, paulatinamente, nossa infância, adolescência, e anos, ao longo deles mesmos. Quem sabe, nos preparando para outras memórias, como esvaziar um copo de água para tomá-lo de suco. Ou, para simplesmente renovar as próprias lembranças universais, na constante mudança de tudo. Sei lá. Não lembro. Devo ter faltado nessa aula. Às vezes, tirava um tempo para não lembrar, quem sabe?!
No fim ou no começo, tudo é memória. O ram livre, inclusive. Criação avariada de um dia de trágico pileque de Deus. Mas, já que estamos aqui.
Sobre o autor: Piero de Manincor Capestrani é servidor público estadual (com orgulho). Também é pai, filho, neto, sobrinho, tio, irmão, do Espírito Santo, amém. Adora escrever e ler. Não conseguirá ler todos os livros, mas continuará tentando. Sobre o blog: Escrita MCP nasceu em maio de 2013. Forma natural do transbordo da escrita. O papel se sente tão solitário na gaveta. Pede mais. Não há só literatura, nem só Direito, nem só desenhos, fotos, vídeos. Nada só. Tudo sobra.
29.4.18
24.4.18
Vida rústica
Nessa época de poucas palavras e muitos símbolos, tropeço. Ainda.
Não tenho simpatia indefinida. A cordialidade da lista sem fim irrita minha córnea. A previsão "chipada" não cabe em si.
Prefiro a mesa rústica. O chão de paralelepípedos incômodo? O automóvel preto.
A vida, lembremos, é primária. Começa e termina sem acabamento. Rua a asfaltar. Parede sem reboco.
Caiu a maçã. Não. Furtada do galho. Ansioso, o homem. A mulher. Mas, rústico. Sempre.
Não tenho simpatia indefinida. A cordialidade da lista sem fim irrita minha córnea. A previsão "chipada" não cabe em si.
Prefiro a mesa rústica. O chão de paralelepípedos incômodo? O automóvel preto.
A vida, lembremos, é primária. Começa e termina sem acabamento. Rua a asfaltar. Parede sem reboco.
Caiu a maçã. Não. Furtada do galho. Ansioso, o homem. A mulher. Mas, rústico. Sempre.
7.3.18
Sobre a mulher de amanhã
Ao que parece amanhã será a mesma
Claro, há homens
Sim, somos nós
Também elas são
Que bom
Se há a necessidade de lembrarmos disso?!
Sim, tudo bem
Se as mulheres deveriam participar mais disso ou daquilo, se há violência demais contra elas, se a liberdade sexual é constantemente atropelada?!
Sim
Os homens têm lá suas questões
Talvez menos
O mundo seria nosso
Talvez
Talvez não
Talvez o nosso inclua as mulheres, é claro, é natural, biológico
Para elas, também, nós, logicamente
O Dia das Mulheres é importante, como seria o Dia do Homem, se elas criassem um para nós, porque não nos importamos ou precisamos ou queremos (ou sim, mas ninguém ainda juntou cuecas suficientes na praça)
Difícil esse tema, seja para falar a sério, seja para brincar
As mulheres são muito importantes, são essenciais
Eu também, menino
Nos amamos
Nos queremos bem
Mas, sim, há tantos nós
E continuarão cegos
Feliz Dia das Mulheres
Claro, há homens
Sim, somos nós
Também elas são
Que bom
Se há a necessidade de lembrarmos disso?!
Sim, tudo bem
Se as mulheres deveriam participar mais disso ou daquilo, se há violência demais contra elas, se a liberdade sexual é constantemente atropelada?!
Sim
Os homens têm lá suas questões
Talvez menos
O mundo seria nosso
Talvez
Talvez não
Talvez o nosso inclua as mulheres, é claro, é natural, biológico
Para elas, também, nós, logicamente
O Dia das Mulheres é importante, como seria o Dia do Homem, se elas criassem um para nós, porque não nos importamos ou precisamos ou queremos (ou sim, mas ninguém ainda juntou cuecas suficientes na praça)
Difícil esse tema, seja para falar a sério, seja para brincar
As mulheres são muito importantes, são essenciais
Eu também, menino
Nos amamos
Nos queremos bem
Mas, sim, há tantos nós
E continuarão cegos
Feliz Dia das Mulheres
27.12.17
Resenha: Mulheres do poema, de Sandro Capestrani
Disse lá alguém que para um livro ser livro deve este parar em pé. Situação difícil nesses tempos de obras virtuais. Tema individual, triste. Somos tantos e próximos, mas distantes. A crescente e a perigosa medida virtual.
Samantha
(do filme Her)
Virtual medida de contato
Tão intenso que
quase nos materializamos
quase num quasar
casamos
Perto e longe, quantum
verbum
nihil aeternum est
Além do latim
fiquei eu
comigo mesmo
Há outras mulheres, de carne e osso, vidas de "nervos e sangue" que aconteceram de novo na pena do autor. São homenagens, reencontros, intimidades literárias.
"-Decifra-me ou te devoro!"
O amor devorado tem
a cada poro um perfume
que não se esquece
só os poemas de amor
terminam em palavras
feitas para terminar
E, vontade há de transcrever outros poemas por aqui, como o autor me permitiu, porém, ainda não dispenso o livro impresso, tampouco, o prestígio devido ao escritor que quer vender seu livro.
Comprem a obra. Essa resenha, peço perdão, não tem como ser muito imparcial. Adorei todo o trabalho. Espero que muitas mãos, reais, possam usufruir de todo esse amor pelas mulheres, principalmente, por uma das mais belas, a palavra.
Ainda, chamo a atenção para característica importante dos versos: são todos poços, ou melhor, "pensamentos-poços". Por quê? Pois, não acabam neles mesmos. Pedem você, leitor. Não há, então, superfície fácil. Boa sorte. Aproveite. Reflita. Pense. Descubra-se.
Parabéns, Sandro Capestrani. Espero escrever novas resenhas, de outros livros seus.
Link para comprar o livro: http://editorapatua.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=502
Samantha
(do filme Her)
Virtual medida de contato
Tão intenso que
quase nos materializamos
quase num quasar
casamos
Perto e longe, quantum
verbum
nihil aeternum est
Além do latim
fiquei eu
comigo mesmo
Há outras mulheres, de carne e osso, vidas de "nervos e sangue" que aconteceram de novo na pena do autor. São homenagens, reencontros, intimidades literárias.
"-Decifra-me ou te devoro!"
O amor devorado tem
a cada poro um perfume
que não se esquece
só os poemas de amor
terminam em palavras
feitas para terminar
E, vontade há de transcrever outros poemas por aqui, como o autor me permitiu, porém, ainda não dispenso o livro impresso, tampouco, o prestígio devido ao escritor que quer vender seu livro.
Comprem a obra. Essa resenha, peço perdão, não tem como ser muito imparcial. Adorei todo o trabalho. Espero que muitas mãos, reais, possam usufruir de todo esse amor pelas mulheres, principalmente, por uma das mais belas, a palavra.
Ainda, chamo a atenção para característica importante dos versos: são todos poços, ou melhor, "pensamentos-poços". Por quê? Pois, não acabam neles mesmos. Pedem você, leitor. Não há, então, superfície fácil. Boa sorte. Aproveite. Reflita. Pense. Descubra-se.
Parabéns, Sandro Capestrani. Espero escrever novas resenhas, de outros livros seus.
Link para comprar o livro: http://editorapatua.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=502
8.11.17
Meu melhor milagre. Leia e acredite.
Fazia tempo, mas anteontem tive novamente a mesma sensação de êxtase. Claro que a lua imensa entre nuvens e amarela e a Serra dos Cocais ajudaram. Por certo, o momento de cansaço, de ansiedade, de ânimo súbito - também. Mas, por quê, enfim? Veio, vim, estou - vivo. E, posso refletir momentaneamente sobre isso. O tempo que tenho para tanto é quase igual à duração dessa longa e breve palavra de momento com sufixo, porém, basta. Sinto esse, sim, milagre - a vida. Uma união ocasional de organismos microscópios de rara e difícil transação, no sentido negocial da palavra transar (não busque ela no Google sozinha). E boom. Seguidas e inúmeras explosões de sinapses até o perecimento da última célula. Até lá, milagre. A vida é um milagre. Somos, então, todos santos. Por mérito próprio, puramente existencial.
Esse é o meu milagre, o seu, o nosso. Agradeça todos os dias por estar vivo e permita-se o deslumbramento, mesmo que breve, desse estado. Reflita. Pense que está vivo - agora. E, sinta esse milagre, alegre-se, continue caminhando. Se continuamos vivos é porquê nossa existência ainda é necessária nesse mundão, com certeza. Quer descobrir para quê? Viva, descubra o próximo maravilhoso instante.
Esse é o meu milagre, o seu, o nosso. Agradeça todos os dias por estar vivo e permita-se o deslumbramento, mesmo que breve, desse estado. Reflita. Pense que está vivo - agora. E, sinta esse milagre, alegre-se, continue caminhando. Se continuamos vivos é porquê nossa existência ainda é necessária nesse mundão, com certeza. Quer descobrir para quê? Viva, descubra o próximo maravilhoso instante.
25.10.17
Por culpa do jazz
Qual é a sua história? Um país tem um passado. Isso é natural. Aprendemos na escola. Esse passado delimitou o hoje, não é?! Outras escolhas levariam à outra trajetória. Com você é igual. Seus ancestrais percorreram um longo caminho até seu nascimento. Guerras, crises econômicas, políticas, sociais, doenças, catástrofes naturais. E também muitas coisas boas. Romances, amigos, conquistas, bons trabalhos, arte, paz. Tudo o que sempre aconteceu e continua a acontecer na história da humanidade. E daí? Todo esse passado está de alguma forma em você. Não é por acaso alguma semelhança entre as gerações, seja de personalidade, de decisões e de acontecimentos. Para o bem e para o mal. Sua superação, sua crueldade, seus vícios, seu amor, sua inteligência. É claro que o ambiente importa e mais ainda se sua criação for distante de parentes, mas os tais genes ficam.
Enfim, a história de sua família conta. É bom conhecer. Orgulhe-se, ou não. E conheça os, em boa parte, "culpados" pela sua música atual.
Conhece jazz? Vale experimentar ouvir esse estilo meio livre, meio complexo de música. História mil.
Enfim, a história de sua família conta. É bom conhecer. Orgulhe-se, ou não. E conheça os, em boa parte, "culpados" pela sua música atual.
Conhece jazz? Vale experimentar ouvir esse estilo meio livre, meio complexo de música. História mil.
24.10.17
O Poderoso Chefão
Clássico do cinema. Tem o livro também.
São ótimos. O filme tem três partes. Assistam as três. Leiam o livro.
Mas, preste atenção, não abuse. Leiam ou assistam a obra com moderação. Não fiquem "rebobinando" a fita (nossa, sou do final dessa época - "favor devolver as fitas rebobinando"). Isso porque, a película é baseada em fatos não reais, mas, porém, entretanto, todavia etc., a arte imita a vida. Entende? Quero dizer que talvez os personagens, suas falas, as situações do filme possam chocar um pouco e, vez ou outra, tudo isso pode reaparecer na mente, com toda a irrealidade real possível. Você não é o Poderoso Chefão, meu caro. Então, assista uma vez, duas (com uma folga de tempo - risos). E, pronto. Isso é para tudo da obra, para as supostas morais boas e as supostas ruins, com toda a sua relatividade.
Não entendeu nada? Bem, assista o filme umas dez vezes e entenderá (risos).
Obrigado, Mario Puzo. A literatura, a arte agradecem.
São ótimos. O filme tem três partes. Assistam as três. Leiam o livro.
Mas, preste atenção, não abuse. Leiam ou assistam a obra com moderação. Não fiquem "rebobinando" a fita (nossa, sou do final dessa época - "favor devolver as fitas rebobinando"). Isso porque, a película é baseada em fatos não reais, mas, porém, entretanto, todavia etc., a arte imita a vida. Entende? Quero dizer que talvez os personagens, suas falas, as situações do filme possam chocar um pouco e, vez ou outra, tudo isso pode reaparecer na mente, com toda a irrealidade real possível. Você não é o Poderoso Chefão, meu caro. Então, assista uma vez, duas (com uma folga de tempo - risos). E, pronto. Isso é para tudo da obra, para as supostas morais boas e as supostas ruins, com toda a sua relatividade.
Não entendeu nada? Bem, assista o filme umas dez vezes e entenderá (risos).
Obrigado, Mario Puzo. A literatura, a arte agradecem.
25.9.17
Reprogramação da mente
Defendem certos estudos que nossa mente é programável. (Estou lendo um livro sobre isso e logo trarei sua resenha por aqui.) Isso significaria, que temos uma certa margem de decisão sobre o que iremos pensar. A tal história: pense positivo, não seja pessimista.
Ainda não terminei a obra, mas ela defende, por enquanto, que somos naturalmente pessimistas, como uma condição de sobrevivência. Lembramos os fatos ruins para nos protegermos de novas situações idênticas ou semelhantes. Faz todo sentido, claro. Aprendemos que fumar é nocivo à saúde, então não fumamos. Não. O livro dá outro exemplo, mais simples, como saber diferenciar um galho, de uma cobra em um determinado contexto ambiental. Com isso, o volume afirma que não damos a devida atenção às ocasiões positivas, simplesmente guardadas em um espaço diminuto da memória. E quando relembramos algo ruim, ficamos horas e horas acabados pela recordação negativa.
Bem, a proposta é a seguinte: prestigiar mais os acontecimentos bons e dar menos atenção ao ruins, logo os "atropelando" com boas lembranças ou novas maneiras de lidar com a adversidade, como o não enfrentamento imediato e oposto, mas sim a busca de uma solução pacífica. Relembrar boas vivências também seria uma boa prática para recondicionar o cérebro (o incentivando à novas sinapses e a uma longa vida). O estresse, a tristeza, a ansiedade excessiva destruiriam nossa massa cinzenta, encurtando nossa existência. Ou seja, a felicidade rejuvenesce, a dor envelhece.
Todo o sentido, de novo. Tentarei praticar. Em breve o nome do tomo e mais conteúdo.
Ainda não terminei a obra, mas ela defende, por enquanto, que somos naturalmente pessimistas, como uma condição de sobrevivência. Lembramos os fatos ruins para nos protegermos de novas situações idênticas ou semelhantes. Faz todo sentido, claro. Aprendemos que fumar é nocivo à saúde, então não fumamos. Não. O livro dá outro exemplo, mais simples, como saber diferenciar um galho, de uma cobra em um determinado contexto ambiental. Com isso, o volume afirma que não damos a devida atenção às ocasiões positivas, simplesmente guardadas em um espaço diminuto da memória. E quando relembramos algo ruim, ficamos horas e horas acabados pela recordação negativa.
Bem, a proposta é a seguinte: prestigiar mais os acontecimentos bons e dar menos atenção ao ruins, logo os "atropelando" com boas lembranças ou novas maneiras de lidar com a adversidade, como o não enfrentamento imediato e oposto, mas sim a busca de uma solução pacífica. Relembrar boas vivências também seria uma boa prática para recondicionar o cérebro (o incentivando à novas sinapses e a uma longa vida). O estresse, a tristeza, a ansiedade excessiva destruiriam nossa massa cinzenta, encurtando nossa existência. Ou seja, a felicidade rejuvenesce, a dor envelhece.
Todo o sentido, de novo. Tentarei praticar. Em breve o nome do tomo e mais conteúdo.
12.9.17
FLIVI já dá saudades. E bons frutos.
A FLIVI acabou, mas seu legado continua. O concurso literário foi um sucesso. Os jovens escritores já tiveram seus textos publicados na página da AMLAC. Confiram: http://www.amlac.com.br/page9.aspx, acesso em 12.9.2017.
Fico muito feliz de ter participado do júri que selecionou os textos. Tivemos destaque no jornal local A Tribuna de Vinhedo. Confiram a matéria abaixo.
É isso. Escrever vale a pena. Sigo em frente.
Fico muito feliz de ter participado do júri que selecionou os textos. Tivemos destaque no jornal local A Tribuna de Vinhedo. Confiram a matéria abaixo.
É isso. Escrever vale a pena. Sigo em frente.
9.9.17
A riqueza dos ditados populares - a sabedoria do povo - conhece algum outro?
São tantos. E, sim, traduzem bons pensamentos. Criatividade e concisão de crenças do cotidiano. Alguns ditados populares são muito interessantes e nos fazem pensar bastante. Confira diversos deles e deixe o seu para aumentarmos essa lista, acredito, quase infinita.
Deus ajuda quem cedo madruga.
Passarinho que come pedra sabe o cú que tem.
Quem não tem colírio usa óculos escuros. Quem não tem visão bate a cara contra o muro. Quem não tem filé como pão e osso duro.
O caminho do risco é o sucesso.
Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.
Mais vale um na mão do que dois voando.
De grão em grão a galinha enche o papo.
Quem tem boca vai a Roma. Quem tem boca vaia Roma.
Antes tarde do que nunca.
Sempre tem a primeira vez.
Casa de ferreiro espeto de pau. Santo de casa não faz milagre.
É de pequeno que se torce o pepino.
Cor de burro quando foge. Corro de burro quando foge.
Vô nobre, pai rico, filho pobre.
Quem guarda tem.
Filho de peixe peixinho é.
Cão que ladra não morde.
Ladrão que rouba ladrão sete anos de perdão.
Pau que nasce torto mija fora da bacia. Pau que nasce torto morre torto.
Quem pode pode, quem não pode se sacode.
Manda quem pode, obedece quem tem juízo.
Não adianta chorar o leite derramado.
Águas passadas não movem moinhos.
Quem não tem teto de vidro, que atire a primeira pedra.
Quem brinca com fogo faz xixi na cama.
Quem com ferro fere, com ferro será ferido.
Uma andorinha só não faz verão.
Nem só de pão vive o homem.
Quem tem um olho, em terra de cego é rei.
Quando a esmola é demais o santo desconfia.
Por fora bela viola, por dentro pão bolorento.
Rio que tem piranha, jacaré nada de costas.
Deus ajuda quem cedo madruga.
Passarinho que come pedra sabe o cú que tem.
Quem não tem colírio usa óculos escuros. Quem não tem visão bate a cara contra o muro. Quem não tem filé como pão e osso duro.
O caminho do risco é o sucesso.
Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.
Mais vale um na mão do que dois voando.
De grão em grão a galinha enche o papo.
Quem tem boca vai a Roma. Quem tem boca vaia Roma.
Antes tarde do que nunca.
Sempre tem a primeira vez.
Casa de ferreiro espeto de pau. Santo de casa não faz milagre.
É de pequeno que se torce o pepino.
Cor de burro quando foge. Corro de burro quando foge.
Vô nobre, pai rico, filho pobre.
Quem guarda tem.
Filho de peixe peixinho é.
Cão que ladra não morde.
Ladrão que rouba ladrão sete anos de perdão.
Pau que nasce torto mija fora da bacia. Pau que nasce torto morre torto.
Quem pode pode, quem não pode se sacode.
Manda quem pode, obedece quem tem juízo.
Não adianta chorar o leite derramado.
Águas passadas não movem moinhos.
Quem não tem teto de vidro, que atire a primeira pedra.
Quem brinca com fogo faz xixi na cama.
Quem com ferro fere, com ferro será ferido.
Uma andorinha só não faz verão.
Nem só de pão vive o homem.
Quem tem um olho, em terra de cego é rei.
Quando a esmola é demais o santo desconfia.
Por fora bela viola, por dentro pão bolorento.
Rio que tem piranha, jacaré nada de costas.
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