18.7.17

Estou lendo: Elogio dei giudici scritto da un avvocato, de Piero Calamandrei. Martins, 1995, tradução da original de 1959.

O título na tradução: Eles, os juízes, vistos por um advogado. Como Rogério Tucci critica, no 'Piero Calamandrei: vida e obra - contribuição para o estudo do processo civil', a tradução foi infeliz ao retirar o 'elogio'. Isso porque, a obra é mesmo um tratado ao Judiciário, com foco principal nos bons juízes. Mas, também, e essa a principal virtude da obra, às várias outras personagens, como promotores, advogados, clientes, bons e ruins.
E não falo mais nada, pois ainda tenho pouco menos de 200 páginas das 400 para ler.
Mais: farei uma resenha completa com a parceria do já conhecido por aqui, Vagney Palha de Miranda. Colega advogado profundo conhecedor do direito.
Acompanhem, leiam o livro. Até breve.


17.7.17

Será nesse mês? Super Meta de acessos.

Caríssimos, conto com vocês para acessarem como loucos este bravo blog. Tenho uma Super Meta (com letras maiúsculas mesmo) de 3.000 acessos até o último dia do presente mês. Claro, pretendo postar muitas coisas boas. E dar um jeito de atingir esse arrojado número. É quase três vezes mais do que o recorde anterior (a marca de dois mil e tantos acessos foi de algum site maluco, portanto não considero). Mas, por algum motivo sinto que chegou a hora. Depende muito de mim, com certeza, porém também peço sua confiança. Postarei todos os dias. Tenha a curiosidade de chegar mais perto, diariamente. Navegue pelos posts antigos (tem coisa boa). Divulgue (peça para sua tia acessar).
E a Super Meta será vencida.


Nobel Vinhedo. Parceria nota dez.

Meus amigos da Nobel Vinhedo, muito obrigado. A parceria com esse humilde blog é nota dez. Orgulho de divulgar a marca. A literatura de Vinhedo ganha muito com vocês. Primeira Festa Literária - FLIVI vem aí em 28/8 a 3/9/2017. Nosso grupo de leitura já com 4 anos e mais de 40 títulos discutidos. Muitos lançamentos, saraus e palestras várias. E, claro, bons produtos comercializados. Conheçam. Rua Benedito Storani, 111, Vila Thereza, Vinhedo.


Dia dos pais. Presente. Apoiadora Vanessa Oliveira Fotógrafa.

Dicas para presente no dia dos pais? Acesse https://www.facebook.com/vafotografa/ e confira boas ideias para presentear seu velho. Agradeço mais uma vez o apoio a esse blog, Vanessa.


16.7.17

Resenha: Cegueira sem ensaio, de André Barretto. Publicação independente, Campinas, 2017.

Nada é impossível, já te disseram. Feche os olhos, confie. Agora, mexa-se. Não, controle-se e mantenha os olhos cerrados. A vida já é desafiadora. Imagine-se enfrentá-la sem poder enxergar. O choque inicial, os primeiros dias, a esperança de voltar a ver, a aceitação, a nova vida.
O livro conta como doze pessoas venceram o desafio da cegueira adquirida no decorrer da vida.
Relatos como o da mãe que esqueceu o rosto de sua filha mais velha ou de como outra personagem conseguiu seu primeiro estágio em uma grande empresa. André apresenta o progressivo "retorno" da visão daqueles que se tornaram cegos durante a vida.
Você sabia que o mundo dos cegos não é escuro? O cérebro continua à mil por hora e é capaz de criar imagens, mesmo sem luz. O odor, o som, o tato. Os sentidos potencializados.
A cegueira é sim uma difícil limitação, pois tão automático é ver. Mas, não é desculpa para abandonar os próximos passos. Histórias de casamentos, filhos, muito trabalho, esporte, independência doméstica e social, inclusive financeira.
A impressão das páginas é uma arte e revela esse caminho de descobertas de um mundo muito mais amplo do que você possa imaginar. A cegueira não é um fim, mas um outro começo.


15.7.17

Comemoro

15 anos exatos. 15.7.2002.
Recentemente, anunciei o feito. O entusiasmo permanece. Repito, então, a dose. 
Tenha o hábito da escrita. Física, sim. O mundo digital é tão frio, intangível. O computador, me desculpem, não me traz confiança. Prefiro o papel, a tinta e seu cheiro característico.
Você não precisa chamar de diário. Parece coisa de menina, eu sei. Nomeie como caderno de anotações, espaço de ideias. Rascunho. Mas, tenha um. Guarde na gaveta. E use quando quiser, não precisa ser diário.
Faço isso há quinze anos com certa regularidade e os frutos vieram. Melhora na comunicação, publicações, leitores, satisfação pessoal. O primeiro livro impresso ainda virá, tenho certeza. Mas, já tenho textos em Jornal impresso, o que me dá muito orgulho.
O mundo digital é interessante e acessível a qualquer hora e dispõe de muitos formatos de publicação. Porém, cansa. É como escrever no ar. Os leitores sentem um cheirinho e se for bom vão espiar. O aroma vai embora, junto com a obra. O texto impresso, acredito, está mais para o próprio bolo. Seu cheiro é espalhado de outra maneira, pelos próprios leitores, saciados pelo quitute que se come de novo, se quiser. Algo assim. É diferente. Mesmo que seja só para guardar na estante. É meu, olha só. Ixe, acabou a bateria. Não. Difícil transição. Nasci ainda no tempo das enciclopédias, dos gibis, dos livros amarelados. O digital é ótimo, mas é o digital. 
É isso. Escreva. No meio físico, real, por favor.



14.7.17

XIII

naquela foto todos sorriam
     verdadeiro?
Sim
                 coisa rara
soube que ele escreve sobre nós?
Sim
Coisa boa não deve ser. Cara pessimista


Mais um registro. Logo esquecem. Ou não
É
         diz que o texto melhora a cada nova procura. como lançar o boomerang. Não volta de primeira
                                            Já leu? Romance? O primeiro dele é horrível
Nem diga. Gosto das crônicas
Ele também. mas, não quer largar
Bem, por vezes, melhora. Serve como
Prática, de qualquer forma. Fui. Eu também

9.7.17

FESTA LITERÁRIA DE VINHEDO - FLIVI - 28.8 a 3.9.2017

Não deixem de prestigiar a Primeira Festa Literária de Vinhedo - FLIVI, de 28 de agosto a 3 de setembro de 2017.
Homenagearemos o importante Monteiro Lobato. Palestras de escritores, atividades interativas, música e muito mais. Para todas as idades, principalmente para as crianças. Todos os dias das 9h às 21h, no Teatro Municipal de Vinhedo.


5.7.17

Resenha do livro Ensimesmices, de Paulo Zoppi. Ed. Substância, 2017.

A tônica da obra é sua fluidez. Contos-curta-metragens levam para o universo fantástico do escritor. Início, onda e fim. Muitas cristas mais altas com vertigens de descidas intensas (adverte o Ministério da Literatura).
Há humor, mas também sérias reflexões existenciais. Talvez seja essa a melhor combinação. O equilíbrio do duro e do leve. A espada que não pesa em demasia.
O título é escolhido com acerto. Se olharmos de novo e mais vezes para nós mesmos, a ensimesmice será inevitável.
Sou só corpo (a toda hora outro)? Meu cotidiano "sem problemas" é ruim? Qual rótulo social me serve, ou sou eu que o sirvo? Zoppi não traz as respostas, claro, já que não é um livro de auto-ajuda, embora percorra metade do caminho -- com as perguntas.



22.6.17

Capítulo décimo segundo

Proibiram-se as desistências para os novos membros
Quer entrar não sairá
Decisão unânime. Revolta cega
O que é liberdade? Liberdade é acreditar, li uma vez na camiseta da banda de rock. O ideal. Agir. Libertar-se pela ação. Deve ser isso. Concordo. 
Nossos heróis, com carrapatos nos sacos, comem raízes, bebem chá de fungos. E tudo bem. São livres.
Você, em seu sofá retrátil, bebe refri com fast food. Tudo legal. Livre.
No fim de semana ensolarado, a turma vai para o mato. Volta feliz para o chuveiro quente, o vaso de porcelana com a descarga acoplada. Esquenta a comida no microondas. O ar-condicionado é dez. Modernidades. 
Cri, cri, diz-se lá no chão escuro. Céu que se junta ao solo, ar quando circula o cômodo. 
Livre. Ninguém é livre.