e fim
sobre a distância há silêncio, da regra vige o crime. nossos heróis estão vivos, mas são outros. Sou eu. E pronto.
Na curva da trilha, a pedra verde. encosto. o sol é frio, os ramos todos. não tenho vontade de seguir, tampouco de voltar ou permanecer alí, na branquidão. sinto fome.
Volto.
há a numeraiada sorridente. violão. fogo. o livro dos contos. Conte a todos, diz o chefe. Contei. vocês outros também, claro. e os registros estão lá. Nem todos alegres, positivos. ela, ele conversam com o nada volta e vez.
O querer é limitado. por isso, o não querer é confuso, cheira mal. normalmente, quer-se muito, mas precisa-se de tão pouco.
A sociedade ramifica-se
Sobre o autor: Piero de Manincor Capestrani é servidor público estadual (com orgulho). Também é pai, filho, neto, sobrinho, tio, irmão, do Espírito Santo, amém. Adora escrever e ler. Não conseguirá ler todos os livros, mas continuará tentando. Sobre o blog: Escrita MCP nasceu em maio de 2013. Forma natural do transbordo da escrita. O papel se sente tão solitário na gaveta. Pede mais. Não há só literatura, nem só Direito, nem só desenhos, fotos, vídeos. Nada só. Tudo sobra.
19.5.17
14.5.17
Resenha: No teto do mundo, Rodrigo Raineri com Diogo Schelp
O
principal tema da obra é o desafio de escalar o Monte Everest até seu cume, mas
sua leitura traz muito mais. Rodrigo é sócio de uma empresa de aventura e de
treinamento empresarial baseado na superação de desafios reais, como vencer
limites físicos e psicológicos, trabalho em equipe ou solo, concentração e
tomadas de decisões. Por isso, o deleite da obra transpõe a curiosidade sobre o
gelo e as nuvens para uma atmosfera prática e cotidiana. O que uma investida ao
pico mais alto do mundo pode ensinar? Rodrigo conta.
Indico
a leitura também porque a estrutura do livro é muito boa. O alpinista Raineri certamente
é o dono do conteúdo, revisou, participou e aprovou o encadeamento da leitura, mas
o “ghost writer” Diogo Schelp merece elogios, pois soube muito bem trabalhar com
o ofício da escrita, aliando a escrita técnica do montanhismo com a literatura
que, sim, há em escalar uma montanha a quase nove quilômetros de altitude.
Enfim,
usufrua desse caminho literário como o Rodrigo curtiu cada metro a mais da
Chomolungma (Deusa Mãe do Mundo), como é conhecida localmente. Reflita sobre
seus objetivos e o que os torna especiais para você. Mais: o que tem feito para
conquistá-los? Com todo o equipamento disponível, planejamentos, tentativas,
ainda assim nem todos conseguem pisar no topo, ou pior, voltar vivos de lá.
Sempre haverá riscos no trajeto, esse sim, talvez, muito mais importante do que
atingir a meta (tem um capítulo sobre isso no livro). Viva com qualidade.
28.4.17
A importância de estabelecermos objetivos
O fundista profissional tem missão delicada. Enfrentar 10, 15, 21, 42 quilômetros concentrado e em melhor tempo do que os adversários. Há cansaço físico e pressão mental. A chegada é simples: a linha branca ao final do percurso. O caminho é longo, cada passada conta, cada respiração correta, cada força propulsora enviada pelo cérebro, cada metro a menos.
Nada disso seria possível sem o objetivo claro do fundista: cruzar a faixa em primeiro lugar.
É muito importante estabelecermos metas. São elas que trarão sentido ao nosso movimento, nos realizará. Diz-se que a longevidade depende de algo que nos faça acordar todo dia. Sim, isso se chama objetivo. Quero dormir bem, pois amanhã inicio um novo capítulo do livro que estou escrevendo. Amanhã pegarei o primeiro trem, pois bem cedo quero estar na escola do meu filho e assistir sua apresentação. Em três semanas terminarei a encomenda, pois com esse prazo receberei o pagamento que preciso para quitar a última parcela do meu apartamento.
Organizar e buscar propósitos consome seu tempo e, por isso, o mantém vivo.
Tenha alvos, sonhe. E alcançará a linha de chegada, tenho certeza.
Visualizações do blog
Desde 24 de maio de 2013 (primeira publicação) até agora são 24.939 visualizações do blog Escrita MCP (escritamcp.blogspot.com.br). Fico muito feliz.
Especialmente em abril de 2017, que ainda não acabou, temos um recorde de visualizações (não considero abril de 2015, pois teve um pico de acessos não naturais): 1.045. Isso é ótimo, justamente no mês da parceria com a Nobel Vinhedo, que há tempos desejava. A livraria, gentilmente, permitiu o uso da marca no blog com o objetivo de fomentar a escrita e a leitura. A literatura, afinal, é produto da Nobel e do Escrita MCP. Nossa ajuda mútua é positiva para a cultura.
Continuarei almejando a melhor qualidade do blog e tenho certeza que novos recordes virão. O gráfico de acessos (veja abaixo) tem mantido uma tendência de crescimento e minha escrita também. Não é linear, realmente, tampouco a literatura é. Há melhores capítulos.
Sigamos em frente. Obrigado pela companhia.
Expanda seus horizontes - aprenda novas línguas
Sim, você já está cansado de ouvir que aprender inglês é obrigatório hoje em dia. Calma. Verá que é mesmo importante.
Concordo com a ideia do aprendizado do inglês, não no sentido de obrigação, mas de evolução. Precisamos expandir nossos horizontes. E aprender novas línguas é fundamental para isso.
Isso porque, conhecendo outros idiomas podemos estabelecer novas relações sociais. Conhecer pessoas, ler jornais e livros de outros países, exercitar nosso cérebro, ter contato com outras culturas.
O conhecimento é a arma mais poderosa de nosso tempo. Vamos lá, como brasileiro você aprende o português, uma língua de origem latina que abre as portas para diversas outras similares, como o espanhol, o italiano e o francês. O inglês, acredite, é ainda mais fácil que essas que citei. Vale a pena tentar.
Cito abaixo alguns jornais para você arriscar sua leitura:
Divirta-se.
23.4.17
Nova Apoiadora - Vanessa Oliveira Fotografia
Vanessa Oliveira Fotografia é arte, é profissionalismo.
Conheçam seu trabalho. Fotos de família, eventos, pets, entre outros segmentos.
Um prazer tê-la como apoiadora deste blog.
Página do Facebook: https://www.facebook.com/vafotografa/
Conheçam seu trabalho. Fotos de família, eventos, pets, entre outros segmentos.
Um prazer tê-la como apoiadora deste blog.
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Nova Apoiadora - Livraria Nobel Vinhedo
Com satisfação, anuncio o apoio da Livraria Nobel Vinhedo ao blog Escrita MCP.
O estabelecimento é parceiro da literatura, não só pelos bons livros que vende, mas pelo incentivo efetivo à leitura e à criação de novas obras. Todo mês tem reunião de leitores sobre um novo livro, o Clube do Livro. Os escritores de Vinhedo são também prestigiados, com espaço para suas obras e lançamentos. Os sócios, Fabio Cuono e Vanessa Marmo, são pessoas ótimas.
Na Livraria também há um bom café.
Conheçam, frequentem. Cultura é evolução e a boa literatura é, na minha opinião, um meio silencioso muito eficaz de melhora social.
Obrigado mais uma vez pela atenção.

(19) 99914-8477 (19) 99905-4019 (19) 3876-4023 (19) 3876-2901
13.4.17
Paradise now
Mais uma resenha do Berti. A arte cinematográfica merece
destaque quando há produções como essa.
Filme: Paradise Now
Ano de produção: 2005
Atores principais: Kais Nashif, Ali Suliman e Lubna Azabal
Diretor: Hany Abu-Assad
Said e Khaled, dois amigos palestinos
desde a infância, pobres e com poucas perspectivas de vidas interessantes, são
convocados para serem homens-bomba a serviço do seu país.
A situação criada por tal
convocação explora a visão insólita dos palestinos diante do torniquete
físico-territorial e emocional criado por Israel frente ao país dos amigos.
Apesar da “honra” conferida a ambos beirar a idiossincrasia, serve como ponto
de reflexão ao levarmos em consideração a coação exercida pelos israelenses.
Ser palestino no contexto atual, tanto quanto no filme, não é papel dos mais
fáceis e exige do telespectador uma compreensão que transcenda a visão
ocidental sobre aquele país acuado fisicamente e moralmente por Israel.
Diante da ciência do que está
para ocorrer, Suha – amiga de ambos –, personagem secundária, mas não menos
importante que os demais, tenta dissuadir os amigos da idéia do suicídio em
nome de Alá na cidade de Tel Aviv.
Na parte final do filme, a ação
designada aos dois amigos terá uma surpresa.
Apesar do revide planejado pelos
palestinos ser de certa forma compreensível, pairam questões diante da situação
vivenciada no filme. Violência se combate com violência? Até que ponto tirar a própria vida em nome do
seu Deus é honrado ou certo? A religião une, segrega, ou mesmo torna as pessoas
inimigas umas das outras?
Independente do que ocorre no desfecho
do filme, fica a dúvida de como agiríamos no lugar dos personagens em face da
situação geopolítica, religiosa e econômica confrontada pela história.
A vida dos outros
Como é bom contar com amigos das artes. Curtam a resenha do
caro Eduardo Berti.
Filme: A vida dos outros
Produção: 2006
Atores:
Ulrich Mühe, Martina Gedeck , Sebastian Koch e Ulrich Tukur
Direção: Florian Henckel Von Donnersmarck
Na Alemanha Oriental, então
governada sob o regime socialista, um casal de artistas é espionado através de
uma escuta clandestina instalada em seu apartamento pela polícia secreta na
Berlim Oriental.
O filme explora o ambiente
opressor de um regime totalitário em plena derrocada, mas ainda contaminado por
ideias anacrônicas incrustadas desde a separação da Alemanha após o final da
segunda guerra mundial.
O transcorrer do filme se opera
principalmente dentro do apartamento do casal, onde a escuta instalada e
monitorada por um oficial especialista em escutas da Stasi – polícia secreta da
Alemanha Oriental –, traz informações da ligação daqueles com pessoas
proscritas ou suspeitas sob a ótica do Estado. O comportamento dos personagens
principais é considerado subversivo e ameaçador ao regime do governo local.
O agente responsável por repassar
as informações ao seu superior se depara com a ambivalência que suas atitudes
podem causar ao casal e a ele próprio.
Na parte derradeira do filme, o
diretor alemão mostra a transição de regime no país após a queda do muro de
Berlim e a reviravolta no status dos personagens principais.
Final surpreendente!
10.4.17
Oito - sete vidas
A
vida muda a todo instante. É verdadeira a metáfora de que o mesmo rio não passa
duas vezes pelo mesmo local – já são outras águas.
Não
se sabe ao certo o que aconteceu na vida do Sete. Acostumado e defensor da vida
na cidade, decidiu de repente a mudança para o campo. E levou a doze com ele.
Alguns
dizem que foi por conta de uma revelação do famoso livro (aquele que ele
emprestou para ela ler), outros que teria descoberto um tumor no pulmão de
tanta poluição respirada por anos. Mas, o mais provável seria apenas sua paixão
pela Doze que, após ler a obra, só pensava em viver deitada na grama olhando as
estrelas.
O
casal conseguiu o necessário para a transição e após pouco tempo não conseguiam
mais imaginar voltarem para o asfalto falho.
Sete
adorava gatos. Sua independência e imobilidade pacífica o inspiravam a
acreditar na paz. Disse certa vez: os felinos sabem viver, pois conseguem
economizar energia e utilizam depois com tamanha precisão que sua vida
endurece, solidifica em outras – em sete. Devemos admirá-los, finalizava seu
discurso.
Porém,
a existência mais próxima da casa do joão-de-barro que parecia perfeita (as
duas casas) degringolou. Por quê?
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