O momento
Todo ele, tudo nele
E só
O atual tende a ser automático ou áspero demais
Então, buscamos
outro
Vem, vêm
Sempre. Ou, quase
Imaginamos como deve ser o próximo
E trabalhamos de . Se. Ja. Mos.
Nos esforçamos
Passam. A memória resgata alguns. É bom lembrar? Sim, não
O instante é instantâneo. O cérebro apressado, ansioso. A vida, uma só?
O
Momento, mormente é, apesar de já ter sido.
Sobre o autor: Piero de Manincor Capestrani é servidor público estadual (com orgulho). Também é pai, filho, neto, sobrinho, tio, irmão, do Espírito Santo, amém. Adora escrever e ler. Não conseguirá ler todos os livros, mas continuará tentando. Sobre o blog: Escrita MCP nasceu em maio de 2013. Forma natural do transbordo da escrita. O papel se sente tão solitário na gaveta. Pede mais. Não há só literatura, nem só Direito, nem só desenhos, fotos, vídeos. Nada só. Tudo sobra.
2.7.18
17.5.18
Da absurda história do homem
O resumo é outro, sabemos. Mas, é só, afinal, o que não vivemos. Então, especulo outro enredo.
No início, a consciência. Sou. Ele é. Somos. Amanhã continuaremos a ser. Essa, enfim, a trama básica de sobrevivência. Claro, os problemas surgem. Fome. Eu como. Frio. A caverna é curta. A vida do outro. A própria.
Sexo é bom. Carinho, atenção também. Gosto de companhia. Prefiro.
Como tudo isso surgiu? Em um cenário de poucas ou muitas pessoas? Como se desenvolveu o conhecimento sentimental, a empatia ursinho Puff de hoje? E o ódio, o sadismo, a indiferença, a intolerância? O amor, a amizade, o luxo, o lixo, a cobiça?
É tudo tão complexo que não deve ter vindo, melhor, com certeza não veio tudo junto, como um rolo compressor desgovernado. Não. Nem derrepente, nem despercebido demais. Veio.
É absurdo. A história da humanidade é absurda. Não faz sentido. Do macaco ou de Deus, não há como acreditar. E, qual caminho se seguirá? Extinção, ocupação de Marte, mutação, Céu, Inferno?
Não sabemos o que acontecerá amanhã.
Absurdo.
E, maravilhoso.
No início, a consciência. Sou. Ele é. Somos. Amanhã continuaremos a ser. Essa, enfim, a trama básica de sobrevivência. Claro, os problemas surgem. Fome. Eu como. Frio. A caverna é curta. A vida do outro. A própria.
Sexo é bom. Carinho, atenção também. Gosto de companhia. Prefiro.
Como tudo isso surgiu? Em um cenário de poucas ou muitas pessoas? Como se desenvolveu o conhecimento sentimental, a empatia ursinho Puff de hoje? E o ódio, o sadismo, a indiferença, a intolerância? O amor, a amizade, o luxo, o lixo, a cobiça?
É tudo tão complexo que não deve ter vindo, melhor, com certeza não veio tudo junto, como um rolo compressor desgovernado. Não. Nem derrepente, nem despercebido demais. Veio.
É absurdo. A história da humanidade é absurda. Não faz sentido. Do macaco ou de Deus, não há como acreditar. E, qual caminho se seguirá? Extinção, ocupação de Marte, mutação, Céu, Inferno?
Não sabemos o que acontecerá amanhã.
Absurdo.
E, maravilhoso.
15.5.18
29.4.18
Sobre as memórias
Somos nossas memórias, já devem ter dito. O que deve ser verdade. Mas, entre o "me" e o "as" também deve ter algo não dito.
Ora, acordamos com fome, sentimos dores, criamos coragem. Tudo muito natural, humano. A repetição gera um hábito, que gera uma norma, que gera a verdade. A memória, enfim. Lembramos disso. Facilmente. Podemos lembrar de outras coisas, sim. Um dia qualquer, uma pessoa, um perfume, uma dor, um paladar, uma música etc. etc. Lembramos sobre o que vivemos, aprendemos. E só. Ou, e tudo isso. Mas, só isso.
Deve existir muito mais, talvez. Porém, não lembramos. Há alguma trava. A mesma que apaga, paulatinamente, nossa infância, adolescência, e anos, ao longo deles mesmos. Quem sabe, nos preparando para outras memórias, como esvaziar um copo de água para tomá-lo de suco. Ou, para simplesmente renovar as próprias lembranças universais, na constante mudança de tudo. Sei lá. Não lembro. Devo ter faltado nessa aula. Às vezes, tirava um tempo para não lembrar, quem sabe?!
No fim ou no começo, tudo é memória. O ram livre, inclusive. Criação avariada de um dia de trágico pileque de Deus. Mas, já que estamos aqui.
Ora, acordamos com fome, sentimos dores, criamos coragem. Tudo muito natural, humano. A repetição gera um hábito, que gera uma norma, que gera a verdade. A memória, enfim. Lembramos disso. Facilmente. Podemos lembrar de outras coisas, sim. Um dia qualquer, uma pessoa, um perfume, uma dor, um paladar, uma música etc. etc. Lembramos sobre o que vivemos, aprendemos. E só. Ou, e tudo isso. Mas, só isso.
Deve existir muito mais, talvez. Porém, não lembramos. Há alguma trava. A mesma que apaga, paulatinamente, nossa infância, adolescência, e anos, ao longo deles mesmos. Quem sabe, nos preparando para outras memórias, como esvaziar um copo de água para tomá-lo de suco. Ou, para simplesmente renovar as próprias lembranças universais, na constante mudança de tudo. Sei lá. Não lembro. Devo ter faltado nessa aula. Às vezes, tirava um tempo para não lembrar, quem sabe?!
No fim ou no começo, tudo é memória. O ram livre, inclusive. Criação avariada de um dia de trágico pileque de Deus. Mas, já que estamos aqui.
24.4.18
Vida rústica
Nessa época de poucas palavras e muitos símbolos, tropeço. Ainda.
Não tenho simpatia indefinida. A cordialidade da lista sem fim irrita minha córnea. A previsão "chipada" não cabe em si.
Prefiro a mesa rústica. O chão de paralelepípedos incômodo? O automóvel preto.
A vida, lembremos, é primária. Começa e termina sem acabamento. Rua a asfaltar. Parede sem reboco.
Caiu a maçã. Não. Furtada do galho. Ansioso, o homem. A mulher. Mas, rústico. Sempre.
Não tenho simpatia indefinida. A cordialidade da lista sem fim irrita minha córnea. A previsão "chipada" não cabe em si.
Prefiro a mesa rústica. O chão de paralelepípedos incômodo? O automóvel preto.
A vida, lembremos, é primária. Começa e termina sem acabamento. Rua a asfaltar. Parede sem reboco.
Caiu a maçã. Não. Furtada do galho. Ansioso, o homem. A mulher. Mas, rústico. Sempre.
7.3.18
Sobre a mulher de amanhã
Ao que parece amanhã será a mesma
Claro, há homens
Sim, somos nós
Também elas são
Que bom
Se há a necessidade de lembrarmos disso?!
Sim, tudo bem
Se as mulheres deveriam participar mais disso ou daquilo, se há violência demais contra elas, se a liberdade sexual é constantemente atropelada?!
Sim
Os homens têm lá suas questões
Talvez menos
O mundo seria nosso
Talvez
Talvez não
Talvez o nosso inclua as mulheres, é claro, é natural, biológico
Para elas, também, nós, logicamente
O Dia das Mulheres é importante, como seria o Dia do Homem, se elas criassem um para nós, porque não nos importamos ou precisamos ou queremos (ou sim, mas ninguém ainda juntou cuecas suficientes na praça)
Difícil esse tema, seja para falar a sério, seja para brincar
As mulheres são muito importantes, são essenciais
Eu também, menino
Nos amamos
Nos queremos bem
Mas, sim, há tantos nós
E continuarão cegos
Feliz Dia das Mulheres
Claro, há homens
Sim, somos nós
Também elas são
Que bom
Se há a necessidade de lembrarmos disso?!
Sim, tudo bem
Se as mulheres deveriam participar mais disso ou daquilo, se há violência demais contra elas, se a liberdade sexual é constantemente atropelada?!
Sim
Os homens têm lá suas questões
Talvez menos
O mundo seria nosso
Talvez
Talvez não
Talvez o nosso inclua as mulheres, é claro, é natural, biológico
Para elas, também, nós, logicamente
O Dia das Mulheres é importante, como seria o Dia do Homem, se elas criassem um para nós, porque não nos importamos ou precisamos ou queremos (ou sim, mas ninguém ainda juntou cuecas suficientes na praça)
Difícil esse tema, seja para falar a sério, seja para brincar
As mulheres são muito importantes, são essenciais
Eu também, menino
Nos amamos
Nos queremos bem
Mas, sim, há tantos nós
E continuarão cegos
Feliz Dia das Mulheres
27.12.17
Resenha: Mulheres do poema, de Sandro Capestrani
Disse lá alguém que para um livro ser livro deve este parar em pé. Situação difícil nesses tempos de obras virtuais. Tema individual, triste. Somos tantos e próximos, mas distantes. A crescente e a perigosa medida virtual.
Samantha
(do filme Her)
Virtual medida de contato
Tão intenso que
quase nos materializamos
quase num quasar
casamos
Perto e longe, quantum
verbum
nihil aeternum est
Além do latim
fiquei eu
comigo mesmo
Há outras mulheres, de carne e osso, vidas de "nervos e sangue" que aconteceram de novo na pena do autor. São homenagens, reencontros, intimidades literárias.
"-Decifra-me ou te devoro!"
O amor devorado tem
a cada poro um perfume
que não se esquece
só os poemas de amor
terminam em palavras
feitas para terminar
E, vontade há de transcrever outros poemas por aqui, como o autor me permitiu, porém, ainda não dispenso o livro impresso, tampouco, o prestígio devido ao escritor que quer vender seu livro.
Comprem a obra. Essa resenha, peço perdão, não tem como ser muito imparcial. Adorei todo o trabalho. Espero que muitas mãos, reais, possam usufruir de todo esse amor pelas mulheres, principalmente, por uma das mais belas, a palavra.
Ainda, chamo a atenção para característica importante dos versos: são todos poços, ou melhor, "pensamentos-poços". Por quê? Pois, não acabam neles mesmos. Pedem você, leitor. Não há, então, superfície fácil. Boa sorte. Aproveite. Reflita. Pense. Descubra-se.
Parabéns, Sandro Capestrani. Espero escrever novas resenhas, de outros livros seus.
Link para comprar o livro: http://editorapatua.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=502
Samantha
(do filme Her)
Virtual medida de contato
Tão intenso que
quase nos materializamos
quase num quasar
casamos
Perto e longe, quantum
verbum
nihil aeternum est
Além do latim
fiquei eu
comigo mesmo
Há outras mulheres, de carne e osso, vidas de "nervos e sangue" que aconteceram de novo na pena do autor. São homenagens, reencontros, intimidades literárias.
"-Decifra-me ou te devoro!"
O amor devorado tem
a cada poro um perfume
que não se esquece
só os poemas de amor
terminam em palavras
feitas para terminar
E, vontade há de transcrever outros poemas por aqui, como o autor me permitiu, porém, ainda não dispenso o livro impresso, tampouco, o prestígio devido ao escritor que quer vender seu livro.
Comprem a obra. Essa resenha, peço perdão, não tem como ser muito imparcial. Adorei todo o trabalho. Espero que muitas mãos, reais, possam usufruir de todo esse amor pelas mulheres, principalmente, por uma das mais belas, a palavra.
Ainda, chamo a atenção para característica importante dos versos: são todos poços, ou melhor, "pensamentos-poços". Por quê? Pois, não acabam neles mesmos. Pedem você, leitor. Não há, então, superfície fácil. Boa sorte. Aproveite. Reflita. Pense. Descubra-se.
Parabéns, Sandro Capestrani. Espero escrever novas resenhas, de outros livros seus.
Link para comprar o livro: http://editorapatua.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=502
8.11.17
Meu melhor milagre. Leia e acredite.
Fazia tempo, mas anteontem tive novamente a mesma sensação de êxtase. Claro que a lua imensa entre nuvens e amarela e a Serra dos Cocais ajudaram. Por certo, o momento de cansaço, de ansiedade, de ânimo súbito - também. Mas, por quê, enfim? Veio, vim, estou - vivo. E, posso refletir momentaneamente sobre isso. O tempo que tenho para tanto é quase igual à duração dessa longa e breve palavra de momento com sufixo, porém, basta. Sinto esse, sim, milagre - a vida. Uma união ocasional de organismos microscópios de rara e difícil transação, no sentido negocial da palavra transar (não busque ela no Google sozinha). E boom. Seguidas e inúmeras explosões de sinapses até o perecimento da última célula. Até lá, milagre. A vida é um milagre. Somos, então, todos santos. Por mérito próprio, puramente existencial.
Esse é o meu milagre, o seu, o nosso. Agradeça todos os dias por estar vivo e permita-se o deslumbramento, mesmo que breve, desse estado. Reflita. Pense que está vivo - agora. E, sinta esse milagre, alegre-se, continue caminhando. Se continuamos vivos é porquê nossa existência ainda é necessária nesse mundão, com certeza. Quer descobrir para quê? Viva, descubra o próximo maravilhoso instante.
Esse é o meu milagre, o seu, o nosso. Agradeça todos os dias por estar vivo e permita-se o deslumbramento, mesmo que breve, desse estado. Reflita. Pense que está vivo - agora. E, sinta esse milagre, alegre-se, continue caminhando. Se continuamos vivos é porquê nossa existência ainda é necessária nesse mundão, com certeza. Quer descobrir para quê? Viva, descubra o próximo maravilhoso instante.
25.10.17
Por culpa do jazz
Qual é a sua história? Um país tem um passado. Isso é natural. Aprendemos na escola. Esse passado delimitou o hoje, não é?! Outras escolhas levariam à outra trajetória. Com você é igual. Seus ancestrais percorreram um longo caminho até seu nascimento. Guerras, crises econômicas, políticas, sociais, doenças, catástrofes naturais. E também muitas coisas boas. Romances, amigos, conquistas, bons trabalhos, arte, paz. Tudo o que sempre aconteceu e continua a acontecer na história da humanidade. E daí? Todo esse passado está de alguma forma em você. Não é por acaso alguma semelhança entre as gerações, seja de personalidade, de decisões e de acontecimentos. Para o bem e para o mal. Sua superação, sua crueldade, seus vícios, seu amor, sua inteligência. É claro que o ambiente importa e mais ainda se sua criação for distante de parentes, mas os tais genes ficam.
Enfim, a história de sua família conta. É bom conhecer. Orgulhe-se, ou não. E conheça os, em boa parte, "culpados" pela sua música atual.
Conhece jazz? Vale experimentar ouvir esse estilo meio livre, meio complexo de música. História mil.
Enfim, a história de sua família conta. É bom conhecer. Orgulhe-se, ou não. E conheça os, em boa parte, "culpados" pela sua música atual.
Conhece jazz? Vale experimentar ouvir esse estilo meio livre, meio complexo de música. História mil.
24.10.17
O Poderoso Chefão
Clássico do cinema. Tem o livro também.
São ótimos. O filme tem três partes. Assistam as três. Leiam o livro.
Mas, preste atenção, não abuse. Leiam ou assistam a obra com moderação. Não fiquem "rebobinando" a fita (nossa, sou do final dessa época - "favor devolver as fitas rebobinando"). Isso porque, a película é baseada em fatos não reais, mas, porém, entretanto, todavia etc., a arte imita a vida. Entende? Quero dizer que talvez os personagens, suas falas, as situações do filme possam chocar um pouco e, vez ou outra, tudo isso pode reaparecer na mente, com toda a irrealidade real possível. Você não é o Poderoso Chefão, meu caro. Então, assista uma vez, duas (com uma folga de tempo - risos). E, pronto. Isso é para tudo da obra, para as supostas morais boas e as supostas ruins, com toda a sua relatividade.
Não entendeu nada? Bem, assista o filme umas dez vezes e entenderá (risos).
Obrigado, Mario Puzo. A literatura, a arte agradecem.
São ótimos. O filme tem três partes. Assistam as três. Leiam o livro.
Mas, preste atenção, não abuse. Leiam ou assistam a obra com moderação. Não fiquem "rebobinando" a fita (nossa, sou do final dessa época - "favor devolver as fitas rebobinando"). Isso porque, a película é baseada em fatos não reais, mas, porém, entretanto, todavia etc., a arte imita a vida. Entende? Quero dizer que talvez os personagens, suas falas, as situações do filme possam chocar um pouco e, vez ou outra, tudo isso pode reaparecer na mente, com toda a irrealidade real possível. Você não é o Poderoso Chefão, meu caro. Então, assista uma vez, duas (com uma folga de tempo - risos). E, pronto. Isso é para tudo da obra, para as supostas morais boas e as supostas ruins, com toda a sua relatividade.
Não entendeu nada? Bem, assista o filme umas dez vezes e entenderá (risos).
Obrigado, Mario Puzo. A literatura, a arte agradecem.
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