11.7.13

Bom dia.



  BOM DIA àqueles que acreditam que hoje será um grande dia. Àqueles que não acreditam – não se trataram ainda por quê?
 
  E não se esqueçam do que vovó já dizia:

“Passarinho que anda com morcego acaba dormindo de ponta cabeça.”
“O combinado não sai/é caro.”

“Não há mal que perdure, não há dor que não se cure.”


“Passarinho que come pedra bem sabe o cú que tem.”
“Quem tem telhado de vidro não joga pedras no vizinho.”
“Quem semeia vento colhe tempestade.”




HOJE




10.7.13

VIII. Metalinguagem.



E foi assim. Com a caneta preta falhando. A caneta preta da sedução, tentação. Segurou-se. Pronto. A questão não é o fantástico, mas, porém, a beleza das letras se desenhando na folha a sua maneira, a sua metalinguagem e não há que se negar, que venha a metalinguagem. Paciência.
Pois, Nermo, pensava no tempo, no relógio, na formação das horas, no caminho dos ponteiros, dos segundos. Se com diversos riscos, de um jeito, sem os riscos, de outro. Só os segundos correndo, de um ainda outro.
O tempo passava de qualquer forma, afinal, para ele. Ele, a questão, era que ele, nesses tempos, tentava prestar atenção nessa passagem maluca – que é a do tempo. Essa passagem singular do senhor tempo. Que mistério, pensou.
Era uma noite fresca, dir-se-ia até fria. Sentia frio no pé. Pensou em por uma meia. Mesmo dentro de seu quarto sentia frio. Era friorento. Foi por a meia e, porque já era tarde e no dia seguinte deveria acordar cedinho, parou de escrever naquela noite e foi dormir. Boa noite.

3.7.13

XXVII. Dois minutos.



As aventuras de Norme ou Nermo ("ainda não decidimos" rs) continuam, mas resolvi pular uns capítulos e ir paro o último que escrevi até hoje. Gostei desse e como a história está uma zona (e já aviso que vai piorar), no problem. Depois volto ao VIII.

Então, paciência, dizem os mais velhos.
Quanta? Quanto tempo deve o jovem poeta esperar? Mais de dois minutos? Pois, é o que tenho (tinha) agora (há um momento atrás).
Não.
Impaciência deve imperar.
Ousadia.
Comichão.
A paciência nos segue nesse processo. Só isso.
Terminando, terminando. Ah, é tempo demais. Pergunte ao jogador de basquete quanto vale dois minutos.
Acabou. Uma hora, claro, acaba. Até lá, catapéin.

MCP