3.8.18

Resenha: Olhos d'água, de Nilton Gutierrez. Editora In House. 2018.

Se há curvas nas mulheres, há também na escrita. Ela não é o pé mais ou menos belo, tampouco o seio atraente ou nem tanto. Mas, todo um conjunto erótico-artístico-místico-particular.

O livro do nosso amigo Nilton chegou a mim com entusiasmo. Como outros, queria muito ver a impressão tentadora de minhas poucas palavras no papel limpo. Minha frase cedida ao autor estava lá. Publicar é algo mágico. O êxtase de muitos escritores. Devorei o livro. Rapidamente. Teria que conhecer as palavras próximas das minhas.

Gostei. O livro é envolvente. O enredo é bem construído. Os personagens ganham vida, realmente. Suas personalidades são verossimilhantes.

A história percorre abismos conhecidos. São Paulo, capital X interior de Alagoas. Riqueza, pobreza. Fartura, fome. Drogas, sucesso. Carinho, crueldade. Amor, ódio. Tudo isso, na pele dos amigos Teo e Raimundo. Separados nos rumos dos migrantes, percorrem caminhos opostos. Há uma reviravolta. E um final surpreendente que não vou contar, claro.

Os personagens secundários são também marcantes. A inocente (por pouco tempo) Francinete. A ruiva Ritinha, que garante a força de uma das melhores partes da obra.

Mais: o autor, e gosto muito desse estilo, não resiste, e coloca o rosto na fresta da janela do trem. Grita. Opina. Diz. Ótimo.

Enfim: leia. Irá gostar. A editora é de Jundiaí, a "In house".




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