18.12.18

Da postagem de ontem


E não é que temos sentidos. As palavras da postagem de ontem foram escolhidas aleatoriamente. Surgia, escrevia. Se é que existe o aleatório na nossa vida.

Concentração fazer unha
Liberdade falar cama
Vida forte cedo
Unir turma bola
Ferramenta água estabilizar
Abecedário perfeito há
Viagem ônibus

17.12.18

Vinte palavras


Fazer         Água
Unir                 ônibus
Abecedário             unha
Cama                              turma
Falar                                       bola
Ferramenta                                 há
Liberdade                      perfeito
Concentração         estabilizar
Viagem                 forte
Vida                   cedo

Uma frase? Duas? Um texto curto, mais longo? Quer tentar? Devo tentar. Aguardem. Sem conjugar os verbos. Use-os como estão.


16.12.18

A morte


Como pode alguém morrer?

É estranho. Como fica meu dia sem essa pessoa?! Meu passeio, minha tarde?

Como ficam nossas conversas que ainda teríamos?! Não deu tempo para perguntar tudo sobre sua vida sem mim.

Minha vida, sem ela.

Você se foi.

Toda a vida ainda que viverei. Que já vivi.

Sonho. Sonhos bons. Como se viva estivesse. É tão gostoso. Sei que está bem. Suas visitas são lindas. Obrigado por lembrar de mim.

Sempre lembro de você.

Até um dia.

Descansem em paz, meus queridos.

Uma palavra jurídica que você já ouviu e não sabe explicar o que é. E uma história engraçada sobre ela.


Acórdão

Tenho um histórico profissional engraçado sobre ela. E já servirá para a sua definição e para você não esquecer mais e impressionar os seus amigos.

Primeiro estágio. Muitos relatórios nas repartições de São Paulo. Redigia um resumo de um caso e comecei a ler a decisão do recurso. Como era tudo muito bonito, tradicional, rebuscado.

"Acordam os desembargadores integrantes da XX Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, por unanimidade de votos, em conhecer e negar provimento ao recurso."

Que coisa linda, pensava. E que coisa mais da Idade Média. Eles estavam dormindo?! Como assim?! Kkkkkk

Acredita?! Pois é. E depois soube que o "acordam" era no sentido de concordar e não de acordar (da soneca), é claro. Mas, por um pequeno tempo vibrava pela tradição exagerada dos nobres julgadores. Hehe.

Enfim, essa decisão é o acórdão, de concordar, não de acordar de dormir, hein, hehe. Se bem que em algumas sessões de julgamento temos relatos de desembargadores já com idade avançada que tiveram, literalmente, que acordar para proferirem seus votos, hahaha. Para delírios da Língua Portuguesa.

Coisas dos primeiros contatos com o mundo jurídico. Saudades. 

15.12.18

Maria vai com poucas, de Ricardo Ramos Filho. Ed. Moderna


Ricardo, caro. Um prazer escrever sobre o livro Maria vai com poucas.
A constatação primeira, ao que suponho, também é sua: o livro ficou muito bom. Sim, ficou. Parabéns.
Está leve, com bom ritmo, conteúdo e bom humor. É moderno e verossímil. A Maria parece mesmo a Maria. Tem vivacidade. Salta da página para fora. Vejo ela escrevendo no seu blog famoso. (Embora, também, pelo pouco que te conheço, tenha aguns Ricardos, nos tantos que é, como diria o Velho. Hehe.)
O enredo, caramba, Ricardo, esse Piero aqui também é chorão e não resistiu, chorou. A forte e racional Maria, ah, quem aquenta certas questões da vida?! Não vou contar. Leiam. Está emocionante. Lindo.
Fiquei feliz pela ponta do personagem Piero, como já mencionei (risos).

Nem tanto uma resenha, meu amigo. Mais para um elogio sincero. Espero ainda ler mais livros seus. Forte abraço.



14.12.18

Pirataria de amor


Ao que me lembro era só

Não queria. Sozinho bastava eu

Estendi as velas. Caveira em riste

Encontrei você. Mas, não me quis

Nem eu.

Nem ela

Elas.

Tampouco, eus

Continuei a singrar

A sangrar, também

Pirataria

De amor, sim

Pois, não tenho outra coisa. 

Encontrei

Me encontrou. Ela

Pilhagens perdoadas

Baús trancados. Esquecidos

Novamente, roubados

Piratas do Carai. Nunca
há velas bastantes.
Mas, se a 🏝️
é firme, trancam seus
medos,
estendem a tenda,
fogo brando,
❤️ dela, tatuado,
e muito bem, que bem.

Pirataria de amor só socorre aos que 
não morrem.











13.12.18

4 horas


🌃 manhã

Silensom

Já imagino a vida ainda de olhos fechados, como se pudesse enxergar

Costume calmo, resignado de tanto tempo salobro

Acordo, enfim

Busco

Acho

Não acho. Canso

Anseio que passa

Cansaço que vence

Despertar seguinte que espera

Um texto meu



Cuidado
Um texto meu
Não espere um texto seu
É meu
Sua fraqueza é tanta
Digo, a minha, a textual
Não revisei. Não
Não tenho paciência. Não sou escritor
A repetição é ridícula, sei, sim
É criação pobre
Bastante de mim
Deu, de eu
De mim
Ninguém lê, afinal
Só você, caro
Por quê? Ou, porquê? Porquês.
Mas, transbordo

E, só
Por isso, só isso, repito
Escrevo
Transcrevo
Copio
Recrio
Receio
Recreio
Creio
Você veio
Devo
Leio
Sim, reviso
Vivo
Livro
Eu
Testo
Meu.            Texto

Bom dia


Bom dia. Que hoje seja um ótimo novo começo. Tenhamos calma, foco, força, fé.
Sejamos gratos pelo que temos, conquistamos. Sonhemos.

O cultivo da amizade e do amor sigam firmes.

Bençãos às famílias, aos trabalhadores, aos necessitados. Perdão ao Planeta, aos animais, às plantas, à água.

Que mais pessoas possam meditar. Escrever. Ler mais. Dormir melhor. Acordarem com disposição. Saúde.

Comida a todos. Roupas. Carinho. Circulação de riquezas. Comunicação.

12.12.18

Confie?


Confie, se diz
Confio
Mas
Tiroteio na Igreja
Ontem, em Campinas, há poucos metros e momentos
Costumo ir lá. De manhã, na hora do almoço
Na primeira hora da tarde, mortes
Rezas interrompidas
Subitamente
Um horror, sim, concordo
Que fazer?
Não temos escolha. A escolha

O mal, o bem
A segurança
O futuro
O presente
Deus
O homem

Vamos continuar
Voltarei lá. Voltaremos
No final, no meio, sempre, haverá o caminho
Por mais que, às vezes, haja desvios

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