Estourou. Retiramos. Posso ver? Já foi. Tá. Qual o tratamento? Não há. Não regenera. Aqui, essa, veia 32B, a do amor. Pense pelo lado positivo, sem amor, sem dor. Fim?
Sobre o autor: Piero de Manincor Capestrani é servidor público estadual (com orgulho). Também é pai, filho, neto, sobrinho, tio, irmão, do Espírito Santo, amém. Adora escrever e ler. Não conseguirá ler todos os livros, mas continuará tentando. Sobre o blog: Escrita MCP nasceu em maio de 2013. Forma natural do transbordo da escrita. O papel se sente tão solitário na gaveta. Pede mais. Não há só literatura, nem só Direito, nem só desenhos, fotos, vídeos. Nada só. Tudo sobra.
8.2.26
24.1.26
Resenha: Toda poeira da calçada, Ricardo Ramos Filho (romance)
Ricardo, meu caro, parabéns pelo seu romance de estreia.
Gostei da leitura. Flui bem. O enredo é bom. E o amor pela leitura e pela escrita, como a própria obra sussurra, é potente.
Vamos à resenha. Breve e humilde, pois não sou nenhum crítico literário, só um leitor que aprecia a sua carreira, obras, amizade.
O livro conta sobre uma obra de arte visual, um quadro de natureza morta, encontrada por acaso pelo personagem e "consagrada" pela calçada. Em um momento de caminhar diário do personagem pelo bairro, está lá o quadro encostado em um muro, tomando poeira da calçada áspera, suja dos nossos passos, em geral, distraídos demais. Não é lá o lugar que queremos expor a nossa arte, muito menos nas condições de abandono que podem nos levar, inopinadamente.
O personagem, no entanto, também artista, das letras, "vê" o artista "rejeitado". E a obra, aliás, é bela, "convence" o nosso personagem.
Ele procura e encontra, pessoalmente, a artista. Tomam chá, conversam, criam uma amizade. Vem a pandemia Covid-19, e os desafios terríveis do vírus. Conhecemos a família do personagem, suas dores, sucessos, sua carreira.
Dia após dia, o escritor vai sendo apresentado aos poucos, como o lugar da escrita em sua vida, o seu "desespero" em escrever.
"Precisamos dar vasão à necessidade de expressar o texto, até porque ele se impõe, rebela-se, não aceita ficar escondido em algum recôndito de nossa consciente inconsciência."
Que bom que você se deixa ser vencido nessa batalha da escrita, Ricardo. E podemos apreciar seu desvelo na transformação de ideias em frases bem escolhidas, trabalhadas.
Sua escrita, como seu avô, Graciliano Ramos (o Velho Graça), defendia ser a melhor escolha, não floreia nem esconde, mas diz, mostra, transmite a mensagem.
A escrita de Ricardo Ramos Filho "diz".
E o livro conta mais. Conta sobre o Brasil, sobre a vida, sobre existir, simplesmente. Vale a leitura, meu querido. Leia.
Ramos Filho, Ricardo. Toda a poeira da calçada. São Paulo: Patuá, 2025.
https://www.editorapatua.com.br/toda-poeira-da-calcada-romance-de-ricardo-ramos-filho/p?srsltid=AfmBOoqbPJ8lPfcplSMErmJoT6An8iBwDPboNSYjDoW5WWX0SiEWQmD2
6.1.26
Fogo-fátuo (7/30)
O amor, dos dois, sabe, deve, esperar. Há construção também do amante. O amor tem fogo, sim. Deve ter. Mas se o fogo é fátuo, vira, naturalmente e rapidamente, fogo-fátuo.
