12.4.15

Ramos de letras.

Filho, pai, avô. Ramos, raízes. Frutos das letras. Emoções impressas. Livros companheiros de viagens, estudos, criações. Coisa boa não só guardamos, expomos. Há anos tento me aproximar mais da obra de Graciliano Ramos. Consigo. Livros, fatos, fotos, mais admiração. Contato com seu neto, também escritor, com sua obra, com a de seu pai. Por quê? Pois, a palavra tem algo de chiclete velho: gruda na mente do leitor quando é bem escolhida, costurada com outras. As letras florescem entre a pontuação, há seus lugares nos vocábulos, o nascimento de parágrafos, continuidade de pagínas, o texto, livro, coleção, biblioteca, sabedoria, escritor, humanidade. Por isso, escrevo essa publicação. Para manter viva minha paixão, também minhas letras, com outras admiradas, ensaio por estas, com prazer, satisfação. Viva o velho Graça e sua frutuosa família, salve a boa literatura, a escrita, enfim.





9.4.15

Valinhos. Jardins II.

A margarida não brigou com a rosa. Nesse jardim a hortênsia ainda não deu flor. A Rua Silvio Concon espera até dezembro. As margaridas não. Elas são curiosas, namoram e esperam conhecer as rosas da casa vizinha. Não para brigar, isso é coisa do cravo, mas para ainda mais inspirar o sujeito aqui. 



Valinhos. Rua Quinze de Novembro com Rua Antônio Carlos.

Dia útil, 13h. A árvore que chega ao céu, os homens estáticos, o tráfego calmo. São as poucas vagas da Terra, as sombras claras, as pedras portuguesas. Foto valor do trágico asfalto.


8.4.15

Clube do livro - mudança. A caixa-preta, de Amoz Ós.

Caros, tenho lido pouco a Bíblia – apenas uma vez por semana – para a pretensão de clube do livro. Assim, sem parar de lê-la, mudarei o livro.

Estou lendo “A caixa-preta”, de Amós Oz. Muito bom. Já havia lido. Leio de novo para a discussão do próximo encontro do livro na Livraria Nobel, de Vinhedo. Aliás, eu que o sugeri para debate. 
Assim, esse é o livro da vez.


O porquê dos porquês.

Nossa língua é f... Anos de colégio, faculdade, vida profissional e eu, que uso ela todo santo dia, tenho que, constantemente, lembrar regras, aprender outras (que deveria já saber) e consultar (pelo menos um bilhão de vezes por dia) dicionários. Mesmo assim, erro muito e muito. Por quê? Deve ser porque gosto muito do português. Se não for esse o porquê, então não sei. Por que, aliás, precisamos de tantos porquês?

Entendeu? Não? Então, leia esse artigo do Brasil Escola (ótimo site com dicas do nosso belo vernáculo) sobre o uso dos porquês: http://www.brasilescola.com/gramatica/por-que.htm 

Abraços.



6.4.15

Músicas, afinal.

As citações são e serão minha paixão original (postagem de 11.7.2014), mas como nada é definitivo, mudo um pouco, por sugestão de um amigo talvez ainda mais fã de música do que eu. Assim, seguem algumas músicas de que gosto. Pretendo atualizar essa postagem nos próximos tempos inserindo novas músicas. As músicas também estarão na parte superior do blog, abaixo do título.

E lá vai a primeira:


“No no song”, de Ringo Starr. Vale acompanhar a letra: http://letras.mus.br/ringo-starr/89412/traducao.html 6.4.2015.

Mais:


“My kind of lady”, Supertramp. A coreografia peculiar e a voz metamórfica de... não consigo entender quem (é o mesmo vocal? rsrs): https://www.youtube.com/watch?t=25&v=Q0FXu6bv_8k 8.4.2015


"Samba de uma nota só", Antônio Carlos Jobim. https://www.youtube.com/watch?v=_SD0LnNrBm8 14.4.2015



“Ouro de tolo”, Raul Seixas. Há. https://www.youtube.com/watch?v=wWYVuhgG3Ss 17.4.2015

“Could you be loved”, Bob Marley. https://www.youtube.com/watch?v=sL_BcaI0i0w 24.4.2015

"Alta noite", Marisa Monte. https://www.youtube.com/watch?v=k1XY1DBU1D4 29.4.2017


"Father and Son", Cat Stevens. https://www.youtube.com/watch?v=i3AQG09E0WA, 17.05.2017

"Lugar ao sol", Charlie Brown Jr. 16.07.2017
https://youtu.be/-3CIw0U6t9c  

"Flor de maracujál", João Donato 19.07.2017
https://youtu.be/bEcNMTjVNNE

"Fear of the fark", Iron Maiden 20.8.2017
https://youtu.be/qEja72NSg5Q

Todo o disco 'Música de relaxo', da dupla Jica y Turcão. 30.8.2017 https://youtu.be/8s91BgUvZW8


Black. Pearl Jam
Um amor perdido. Um fim trágico.
https://youtu.be/ZeFZ6EnHYKE 23.7.2018



1.4.15

Interior. (A crônica prometida - postagem de 1º.4.2015.)

O sujeito fecha as portas de casa, do carro, lembra que mudou-se para o interior e fica tranquilo. Pensa que está seguro. Não está. Nem tanto pela criminalidade, menor realmente do que na cidade grande.
Nas cidades do interior, assim chamadas aquelas situadas à alguns quilômetros das capitais dos Estados, há menos gente. Os centros são menos distantes dos bairros, há menos filas, menos poluição. Menos outras coisas também, mas isso é assunto para outra hora.
O nosso sujeito é o mesmo da metrópole, porém. Tem anseios, dores de barriga, falta de dinheiro e vizinhos chatos. Só que no interior, sabe-se lá porque, ele imagina que pode ser mais. Cadinho mais gordo, dois degraus mais famoso, punhado mais sábio. Sim, e é mesmo.
Aqui nos interior é legal pra burro. O céu é mais grande, o amor é ingnorante. Somos todos sábios tolos de Albuquerque Almeida Silva Santos. E, por isso, não temos medo. Mas, deveríamos.
Então, aquela insegurança do primeiro parágrafo bate nossa porta. Não como faca, revólver, punhos cerrados, mas pela exposição.
Ah, a exposição. Que responsabilidade, Seu Barnabé. Olha o Barná, aí, gente. Tarde, Seu Bé. Baum? Beleza.
Assim, não há a mesma sensação de anônimo da selva de pedra. Que perigo, que medo. Talvez, portanto, a denominação ‘interior’ vá muito além de mera quilometragem... muito além.   


A crônica venceu a votação.

E garanto que em breve ela virá –, embora seja hoje dia 1º de abril, hehe. 


30.3.15

Vinhedo também teve manifestação.

Foi na região do portal e do memorial aos imigrantes (ao fundo da foto abaixo). Centenas de pessoas seguiram a passeata, mesmo com a chuva forte que veio cedo.