30.9.16

Dia da Maldade

Há. Que dia da maldade o que?! Enganei vocês, rs. Hoje é dia do amor, como sempre. Sou um cara do bem. E para celebrar segue um texto meu publicado em junho do ano passado (mês do amor) no Jornal de Valinhos.

CRISE

Econômica. Passada. Diz o governo que o país se recupera no segundo semestre. Mês que vem. Quero escrever sobre outra crise. A do amor.
Fora o de família, de amigos, de atividades, existe outro tipo de amar. Aquele mesmo citado por Machado de Assis quando disse: “a coisa mais triste do mundo é um ninho vazio.” O amor do casal.
Sabia que um par de araras não se desfaz? Ficam juntas pela vida. Não há, no entanto, esse sistema natural (de proteção, de evolução da espécie?) em todos os seres humanos.
A sociedade vive, já por alguns anos com mais frequência e intensidade, a cultura do “ficar”, “pegar” e logo descartar.
Os jovens e por que não também muitos “adultos” seguem o inverso daquela música de bossa nova que valoriza o ‘menos que vale mais’. Para eles o mais sempre vale mais. Será?
Cara legal, boa pinta sai para conhecer novas “peguetes” (relação curta de horas ou poucos dias – não necessariamente consecutivos). Se puder ficará com mais de uma – tanto melhor. Voltará para casa orgulhoso pelas satisfações físicas momentâneas. Com o telefone ou mesmo sem qualquer contato da (s) garota (s) que pegou.
O inverso acredite, também ocorre, Nessa onda, ainda com muitos preconceitos (elas piranhas, “piriguetes”, eles garanhões, pegadores), as jovens não estão de fora.
Em que lugar, contudo, isso leva as pessoas? Exponho minha opinião. Mágoas, abruptas separações sem ela ou ele entenderem o que está acontecendo, saudades.
Conhecer uma pessoa é algo tão significativo. Somos pequenas infinitas partículas do universo. Ainda mais importante é ter intimamente com alguém – pelas vias de fato carnais. Não é brincadeira. Sou contra essa   “pegação” toda.
E olha que pela Lei brasileira ainda sou jovem. Vinte e nove anos. Já presenciei, vivi, escolhi meu caminho nesses hábitos de amor contemporâneo.
Claro que se quiser ‘ficar’ com alguém fique. Ficar não é errado. Precisamos mesmo experimentar, conhecer a pessoa que pode ser nossa esposa, marido (o casamento dá assunto para outra coluna – risos). O que importa, porém, é a continuidade, o respeito dessa relação. Mais não é mais. Confie que menos, nesse quesito, é mais. (Meu pai costumava dizer que quando o sujeito deixar de contar quantos relacionamentos teve e relaxar, aí sim ficará bem consigo.)
Procure qualidade, alguém que te faça feliz, apesar das diferenças, e não quantidade. Essa farra que gera tantos tristes desencontros, violências, ignorâncias deve acabar.
Mais: a tão idolatrada liberdade é muito mais sentimento, consciência do que aparências, conceitos. Como diz um amigo meu: “liberdade é acreditar”.
Hoje é dia de namorar. Viva o amor, abaixo a pegação. (Sou casado. Meu filho é esperado para nascer no mês que vem.)
 

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